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Graduação Palestra Xanxerê

Reitor delineia panorama sobre contexto mundial da educação superior

Precisamos focalizar nossas ações na contínua qualificação do ensino, considerando um novo perfil de acadêmico. Com isso, são necessários novos processos de aprendizagem e relacionamento com a geração digital que hoje chega aos nossos campi. Nesse cenário, o professor tem papel fundamental, como problematizador e guia dos caminhos de nossos estudantes. Com essa introdução, o […]


Precisamos focalizar nossas ações na contínua qualificação do ensino, considerando um novo perfil de acadêmico. Com isso, são necessários novos processos de aprendizagem e relacionamento com a geração digital que hoje chega aos nossos campi. Nesse cenário, o professor tem papel fundamental, como problematizador e guia dos caminhos de nossos estudantes.

Com essa introdução, o reitor da Unoesc, professor Dr. Aristides Cimadon, iniciou sua palestra, sobre o tema “Contexto mundial da educação superior: megatendências”, para dirigentes, coordenadores de cursos, professores e funcionários técnico-administrativos do campus de Xanxerê, na tarde da última sexta-feira (28).

Durante pouco mais de duas horas, o reitor fez um panorama da realidade do ensino superior no mundo e no Brasil — com foco nas instituições de ensino superior (IES) comunitárias (caso da Unoesc) — e considerou alguns prognósticos para o futuro.

— Atualmente, são 70 IES dessa categoria no Brasil. Elas não têm fins econômicos e são denominadas públicas não estatais. Em virtude desse cenário, devemos considerar quatro dimensões que contextualizam o ensino superior: social, econômica, ambiental e política — observou.

Assim, conforme o reitor, o Brasil encontra-se em um período de menor crescimento demográfico, com urbanização crescente e expansão da classe média. Somado a isso, formam-se novas cadeias produtivas de valor. Também impactam esse cenário a difusão do desenvolvimento tecnológico; o crescimento da demanda mundial por alimentos, água e energia; e as constantes mudanças climáticas.

— Hoje, nos países do bloco político de cooperação denominado BRICS (formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), há uma ampliação do acesso ao ensino superior. Em 1992, tínhamos, no Brasil, 2,5 milhões de estudantes no ensino superior; atualmente, são cerca de oito milhões — informou.

Novos cenários

O reitor observou que os novos tempos exigem mudanças no ambiente da educação superior.

— Com a quebra do monopólio geográfico, são necessárias mudanças no modelo organizacional das IES, considerando um mercado cada vez mais desregulamentado. Precisamos, então, de instituições mais especializadas, com o desenvolvimento de projetos comuns entre as IES — afirmou.

Com base nisso, o reitor reafirmou a importância na qualidade do serviço educacional prestado pela Unoesc, baseado no bom atendimento e em uma formação focada na empregabilidade do egresso, atendendo às suas necessidades de empregabilidade.

— Necessitamos, cada vez mais, de uma ampliação das relações da universidade com a sociedade, com novas formas de interação e inserção, observando as necessidades e demandas desta mesma sociedade.

Finalizando, o reitor destacou que a universidade comunitária do século 21 tem importante missão nos municípios de pequeno e médio porte brasileiros, respondendo pela maioria das matrículas.

— Essa interiorização é positiva para o desenvolvimento das cidades, dos estados e do país. Por isso, nosso desafio constante de inserção nas comunidades, desenvolvendo ensino, pesquisa e extensão de qualidade. Todos temos esse compromisso — concluiu.

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