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Química forense é tema do Café com Engenharia na Unoesc Videira

Com o intuito de aprofundar o conhecimento sobre a química forense, o curso de Engenharia Química da Unoesc Videira, trouxe para uma ampla discussão​,​ no dia 24 de agosto​,​ o perito Márcio Bolzan, do Instituo Geral de Per​í​cias (IGP) de Caçador. Foi durante o III Café com Engenharia​,​ que reuniu professores da área. O perito […]


Com o intuito de aprofundar o conhecimento sobre a química forense, o curso de Engenharia Química da Unoesc Videira, trouxe para uma ampla discussão​,​ no dia 24 de agosto​,​ o perito Márcio Bolzan, do Instituo Geral de Per​í​cias (IGP) de Caçador. Foi durante o III Café com Engenharia​,​ que reuniu professores da área.

O perito iniciou fazendo breve explanação sobre o trabalho do Instituto Geral de Perícias e suas atribuições,​discorreu sobre as drogas mais comuns, seus efeitos sobre o corpo humano e suas consequências. Também destacou como o IGP utiliza a química para a identificação destas drogas.

— O momento foi muito enriquecedor, pois permitiu maior aprofundamento do conteúdo — reiterou Carla Suntti, coordenadora do curso.

PARCERIA COM A ADR

​Após,​ ​num momento destinado somente aos docentes, ​foram apresentadas as metodologias ativas com a participação de professores do ​e​nsino ​m​édio dos sete municípios da 9ª Agência de Desenvolvimento Regional de Videira.

— Essa é uma demanda apresentada pela ​G​erência e pelos professores pedindo para que trabalhássemos além de assuntos práticos voltados para a ​q​uímica, ​e ​que discutíssemos sobre a nova forma de se trabalhar em sala de aula, por meio das Metodologias Ativas — explicou ​a​ coordenadora.

Ela explica que​,​ desde 2015​,​ o curso de Engenharia Química vem trabalhando junto com a ADR, para aproximar a educação superior da educação de ensino médio e fundamental. Neste ano​,​ a proposta avançou e foi oportunizado um dia inteiro de atividade com os professores de ​q​uímica do ensino médio, ​quando fora​m​ apresentadas algumas ferramentas da internet que pudessem auxiliar na compreensão ​ou fixação ​do assunto trabalhado de forma mais dinâmica e divertida.

De acordo com a professora Rita de Cássia Soares, este evento possibilitou que os professores voltassem aos bancos da universidade para um momento diferenciado, permitindo a construção de novos conhecimentos a respeito das temáticas trabalhadas que pudessem ser replicados nas escolas.

AULAS PRÁTICAS NO LABORATÓRIO

No período da tarde, os professores discutir​am sobre a Química Orgânica para o ​e​nsino ​m​édio, por meio de uma Aula Experimental ministrada pelo professor José Manoel Couto da Feira.

Na Aula Experimental, trabalhou-se com a Síntese de Poliuretanos (PU) e suas aplicações no cotidiano. Com os PU é possível a obtenção de um material flexível (colchões, estofamentos, assentos automotivos e esponjas para lavar louça) ou a espuma leve e rígida (usada no isolamento térmico de geladeiras, caminhões frigoríficos, painéis divisórios, solados).

O estudo do material PU é uma oportunidade de combinar vários assuntos e várias ​matérias, já que trata de assuntos como o ​uso dos plásticos na sociedade moderna, meio ambiente, custos de produção, saúde dos trabalhadores na indústria e novidades na área médica com os biomateriais.

— Trazer esse tema para a sala de aula permite estabelecer uma conexão​,​ tanto do professor​,​ como dos alunos ao mundo em que vivem, tornando a aprendizagem significativa — destaca o professor José Manoel.

Ele explica que​,​ por meio do tema poliuretano, foi oportunizada uma contribuição maior para a formação de professores e estudantes do ponto de vista de conceitos químicos e de posicionamento do cidadão, já que o importante não é só informar e divulgar, mas também problematizar assuntos técnicos.​

— A abordagem desses diversos aspectos gera debates e refle­xões, contribuindo​,​ ainda​​ que de forma lenta, para a sensibilização dos alunos sobre as questões socioambientais e também proporcionando uma forma­ção intelectual mais crítica — finaliza José Manoel.

III CAFÉ COM​E​NGENHARIA: QUÍMICA FORENSE  

De acordo com o Conselho Regional de Química ​(CRQ​),​ a química forense tem como foco análises de substâncias orgânicas e inorgânicas, toxicologia, além de investigações sobre incêndios criminosos​,​ e suas conclusões servem para embasar decisões judiciais.​ Para tal, utilizam-se técnicas sofisticadas como cromatografia, espectroscopia, espectrometria de massa, calorimetria, papiloscopia e termogravimetria, as quais permitem identificar a substância utilizada em um envenenamento, as impressões digitais de envolvidos em crimes, manchas orgânicas, como sangue, vômito, manchas inorgânicas, como tinta e pólvora, ​além de analisar evidências como fios de cabelo, peças de vestuário, poeiras e cinzas em locais de crime.

Apesar de as investigações criminais serem o aspecto mais conhecido da química forense, ela não se limita a ocorrências policiais. O químico forense também pode dar seu parecer em decisões de natureza judicial, atuar em questões trabalhistas, como determinar se uma atividade é perigosa ou insalubre, detectar adulterações em combustíveis e bebidas, uso de drogas ilícitas, fazer perícias em alimentos e medicamentos e investigar o doping esportivo.

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