Professores discutem os desafios globais de pesquisa e inovação em seminário no México
Líderes universitários, autoridades governamentais, pesquisadores e professores se reuniram no 2º Seminário Preparatório Acadêmico da Segunda Cúpula da América Latina, do Caribe e da União Europeia. O evento aconteceu nos dias 25 e 26 de novembro na Universidade de Guadalajara, no México, e teve como objetivo fortalecer e expandir as redes de cooperação acadêmica, científica […]
Publicado em 11/12/2014
Por Unoesc
Líderes universitários, autoridades governamentais, pesquisadores e professores se reuniram no 2º Seminário Preparatório Acadêmico da Segunda Cúpula da América Latina, do Caribe e da União Europeia. O evento aconteceu nos dias 25 e 26 de novembro na Universidade de Guadalajara, no México, e teve como objetivo fortalecer e expandir as redes de cooperação acadêmica, científica e tecnológica. O professor doutor Rudy Nodari Júnior, do mestrado em Biociências e Saúde, e a coordenadora do curso de Educação Física da Unoesc Joaçaba, professora Elisabeth Baretta, participaram da discussão e foram os únicos representantes do Brasil nessa edição.
A internacionalização qualifica e aperfeiçoa o conhecimento. É por meio dela que acontece a cooperação entre os pesquisadores e a movimentação contínua da ciência. São ações fundamentais para a especialização e o mestrado.
— Nós discutimos, de uma maneira muito intensa, a tendência de trabalhar em redes e a importância da mobilidade entre os acadêmicos e os professores, no sentido de conhecer novas culturas e de compartilhar conhecimentos que são desenvolvidos em várias universidades do mundo — relata a professora Elisabeth Baretta.
Uma das proposições apresentadas pela Unoesc foi a criação de um critério único de validação dos certificados de mestrado e doutorado fora do país.
— É inacreditável que isso ainda aconteça e que esses doutores ao voltarem para o Brasil, tenham que revalidar seus diplomas — afirma o professor Rudy Nodari.
Outra temática do evento foi a pesquisa e a inovação como forma de desenvolvimento regional. De acordo com os professores, o cientista precisa impulsionar o desenvolvimento das comunidades onde as instituições de ensino superior estão inseridas.
— Além disso é importante que exista a aplicação do conhecimento e a manutenção do investimento nas ciências básicas, uma vez que estas constroem um futuro. Muitas das pesquisas básicas não têm aplicação efetiva agora, mas terão daqui 5, 20, 30 anos — diz o professor.
Os resultados do seminário, que envolveu representantes de diversos países, serão apresentados na 2ª Cúpula Acadêmica, organizada em Bruxelas, em junho de 2015. Segundo a professora Baretta, as propostas apresentadas pela Unoesc foram admitidas no documento final.