Professora participa de conferência na ABL
A Professora Rossaly Beatriz Chioquetta Lorenset, que atua no Campus de Xanxerê, participou da conferência “A consolidação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa” que foi proferida pelo acadêmico e filólogo Evanildo Bechara, na sede da Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro. A palestra fez parte de um ciclo de conferências, denominado “Entre a […]
Publicado em 05/10/2012
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A Professora Rossaly Beatriz Chioquetta Lorenset, que atua no Campus de Xanxerê, participou da conferência “A consolidação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa” que foi proferida pelo acadêmico e filólogo Evanildo Bechara, na sede da Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro. A palestra fez parte de um ciclo de conferências, denominado “Entre a gramática e a linguística”, promovido pela guardiã maior do idioma pátrio no Brasil, com o intuito do cultivo da língua portuguesa.
Professora Rossaly também conheceu as dependências da Academia e seu funcionamento, além da sede da ABL, o Petit Trianon, uma doação do governo francês ao governo brasileiro, em 1922. Ela obteve informação acerca da história da ABL, sua fundação em 1897 e o que a entidade representa na realidade brasileira, como defensora da cultura e da língua portuguesa.
O acordo ortográfico
O início obrigatório da utilização do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa para os brasileiros ocorre no começo de 2013. Conforme informou a Professora Rossaly, que desde 2009 vem ministrando estudos e palestras acerca da nova ortografia e elaborou um folder com quadro sinótico das principais alterações, o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entre as oito nações da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa – CPLP foi publicado oficialmente no Brasil pelo presidente da República, mediante o Decreto n. 6.583, de 29 de setembro de 2008.
– Ao se questionar o porquê de um novo Acordo, constata-se que é um ato geopolítico em prol da divulgação e da expansão da “última flor do Lácio, inculta e bela” como idioma de cultura e de ciência no âmbito internacional. Unifica o mercado editorial, intensifica o intercâmbio cultural entre os usuários do português e cria unidade linguística expressiva que amplia o prestígio de nosso idioma, importância inegável num cenário de globalização – destaca.
O novo Acordo altera a grafia de menos de 0,5% dos vocábulos no Brasil. A adaptação às mudanças tem exigido mais atenção ao redigir, principalmente nos acentos e no emprego do hífen. Importante ressaltar que o Acordo atua sobre a superfície da língua, não afeta aquilo que é essencial: a construção da semântica. A lei aprovada pelos países lusófonos afeta somente o aspecto gráfico da língua: os falares portugueses continuarão próprios de cada país, com palavras, sintaxes e formas de expressão diferentes. Aos poucos as novas regras são assimiladas e, com a constância da leitura e da escrita, daqui a alguns anos, vamos até esquecer que “autorretrato” se escrevia com hífen.
O Acordo é uma oportunidade a mais que o brasileiro tem de tomar consciência da língua, apanágio do ser humano, elemento sociocultural vivo, em constante mutação, impassível de ser enclausurada, pois contém a identidade de um povo e propicia o diálogo entre cidadãos, partícipes da vida em sociedade.