Página inicial O que acontece Professora participa de conferência na ABL
Graduação Xanxerê

Professora participa de conferência na ABL

A Professora Rossaly Beatriz Chioquetta Lorenset, que atua no Campus de Xanxerê, participou da conferência “A consolidação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa” que foi proferida pelo acadêmico e filólogo Evanildo Bechara, na sede da Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro. A palestra fez parte de um ciclo de conferências, denominado “Entre a […]


A Professora Rossaly Beatriz Chioquetta Lorenset, que atua no Campus de Xanxerê, participou da conferência “A consolidação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa” que foi proferida pelo acadêmico e filólogo Evanildo Bechara, na sede da Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro. A palestra fez parte de um ciclo de conferências, denominado “Entre a gramática e a linguística”, promovido pela guardiã maior do idioma pátrio no Brasil, com o intuito do cultivo da língua portuguesa.

Professora Rossaly também conheceu as dependências da Academia e seu funcionamento, além da sede da ABL, o Petit Trianon, uma doação do governo francês ao governo brasileiro, em 1922. Ela obteve informação acerca da história da ABL, sua fundação em 1897 e o que a entidade representa na realidade brasileira, como defensora da cultura e da língua portuguesa.

 

O acordo ortográfico

O início obrigatório da utilização do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa para os brasileiros ocorre no começo de 2013. Conforme informou a Professora Rossaly, que desde 2009 vem ministrando estudos e palestras acerca da nova ortografia e elaborou um folder com quadro sinótico das principais alterações, o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entre as oito nações da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa – CPLP foi publicado oficialmente no Brasil pelo presidente da República, mediante o Decreto n. 6.583, de 29 de setembro de 2008.

– Ao se questionar o porquê de um novo Acordo, constata-se que é um ato geopolítico em prol da divulgação e da expansão da “última flor do Lácio, inculta e bela” como idioma de cultura e de ciência no âmbito internacional. Unifica o mercado editorial, intensifica o intercâmbio cultural entre os usuários do português e cria unidade linguística expressiva que amplia o prestígio de nosso idioma, importância inegável num cenário de globalização – destaca.

O novo Acordo altera a grafia de menos de 0,5% dos vocábulos no Brasil. A adaptação às mudanças tem exigido mais atenção ao redigir, principalmente nos acentos e no emprego do hífen. Importante ressaltar que o Acordo atua sobre a superfície da língua, não afeta aquilo que é essencial: a construção da semântica. A lei aprovada pelos países lusófonos afeta somente o aspecto gráfico da língua: os falares portugueses continuarão próprios de cada país, com palavras, sintaxes e formas de expressão diferentes. Aos poucos as novas regras são assimiladas e, com a constância da leitura e da escrita, daqui a alguns anos, vamos até esquecer que “autorretrato” se escrevia com hífen.

O Acordo é uma oportunidade a mais que o brasileiro tem de tomar consciência da língua, apanágio do ser humano, elemento sociocultural vivo, em constante mutação, impassível de ser enclausurada, pois contém a identidade de um povo e propicia o diálogo entre cidadãos, partícipes da vida em sociedade.

 

Receba as novidades da Unoesc

Usaremos seus dados para entrar em contato com você sobre informações correlacionadas que podem ser de seu interesse. Você pode cancelar o envio da divulgação, a qualquer momento. Para mais detalhes, leia nossa política de privacidade.