Presidente da Fenaj palestra em São Miguel do Oeste
Sérgio Murillo de Andrade palestra pela primeira vez no Extremo Oeste catarinense, para acadêmicos de Jornalismo da Unoesc/SMO e profissionais da região O jornalista catarinense Sérgio Murillo de Andrade, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Fenaj, foi o palestrante da terceira noite da Mídiação, 5ª Semana Acadêmica de Jornalismo da Unoesc, Campus de São Miguel […]
Publicado em 08/10/2009
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Sérgio Murillo de Andrade palestra pela primeira vez no Extremo Oeste catarinense, para acadêmicos de Jornalismo da Unoesc/SMO e profissionais da região
O jornalista catarinense Sérgio Murillo de Andrade, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Fenaj, foi o palestrante da terceira noite da Mídiação, 5ª Semana Acadêmica de Jornalismo da Unoesc, Campus de São Miguel do Oeste. Sérgio Murillo palestrou sobre “A informação de qualidade e o Jornalismo no contexto nacional”. Neste encontro, os acadêmicos do curso e os jornalistas da região puderam debater sobre a regulamentação da profissão, a problemática relacionada ao diploma e como ficará o jornalismo com os Projetos de Emendas à Constituição, PEC, em andamento no Congresso Nacional.
O presidente da Fenaj defende a obrigatoriedade do diploma não apenas no Jornalismo, mas em qualquer profissão. “O diploma não é um pedaço de papel, é um certificado de que você tem as mínimas condições para exercer aquela atividade profissional para a qual estudou”, salienta.
De acordo com Sérgio Murillo, a obrigatoriedade do diploma não interfere na liberdade de expressão. “Abram jornais de qualquer dia dos últimos 40 anos, vocês vão ver que mais ou menos 40% do que é escrito nos jornais, não foi escrito por jornalistas”, explica. Segundo ele, o que está ocorrendo é uma confusão entre liberdade de imprensa, liberdade de expressão e de empresa. Além disso, há uma diferença acentuada entre jornalismo Informativo, feito por profissionais habilitados técnica e éticamente, e o jornalismo Opinativo, que possibilita a participação de qualquer pessoa, emitindo sua opinião. Neste sentido, o jornalismo é muito democrático ao permitir que qualquer pessoa escreva, nos jornais, artigos, colunas, crônicas, entre outras formas de expressão.
Para o presidente da Fenaj, a não obrigatoriedade do diploma não agride apenas os profissionais e os estudantes de Jornalismo, mas também a população. “Agride também o direito que o cidadão tem de ser bem informado e de receber informações de qualidade”, afirma.
Sérgio Murilo aproveitou a oportunidade para incentivar todos a lutarem pela qualidade do Jornalismo. “Nós só vamos ter sucesso no Congresso Nacional se houver mobilização social. Podemos ser sujeitos ou apenas espectadores, sejamos sujeitos nesta luta”, defendeu.
A palestra serviu para esclarecer sobre as novas mudanças que o jornalismo proporcionará ao País, por meio das emendas à Constituição que não apenas trarão de volta a obrigadoridade do diploma para o exercício do Jornalismo, como também serão formas de fortalecer ainda mais a profissão. Há 60 anos o jornalismo no Brasil vem travando uma luta por direitos e se firmando cada vez mais como jornalismo cidadão. Por isso, neste momento, explicou o presidente da Fenaj, a sociedade e as representações profissionais, como a Ordem dos Advogados dos Brasil, OAB, e tantas outras estão engajadas na defesa da formação acadêmica do jornalista.