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Graduação São Miguel do Oeste

Pesquisadores orientam como produzir leite com qualidade

Pesquisadores da Unoesc estão orientando produtores de como produzir leite de qualidade. O trabalho está sendo desenvolvido em 31 propriedades, que fornecem o produto a uma cooperativa da região. A atividade faz parte do projeto de pesquisa “Bacia Leiteira do Extremo-oeste de Santa Catarina: estudo do rebanho, manejo e gestão visando à qualidade do leite […]


Pesquisadores da Unoesc estão orientando produtores de como produzir leite de qualidade. O trabalho está sendo desenvolvido em 31 propriedades, que fornecem o produto a uma cooperativa da região. A atividade faz parte do projeto de pesquisa “Bacia Leiteira do Extremo-oeste de Santa Catarina: estudo do rebanho, manejo e gestão visando à qualidade do leite em unidades produtoras”, que é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).

De acordo com a pesquisadora e coordenadora do projeto, professora Loraine Gomes Rodrigues, foram repassadas orientações sobre a gestão da atividade leiteira. Loraine destaca que o produtor deve buscar a profissionalização da atividade.

– Ele deve controlar custos, projetar melhorias e avaliar os resultados. Isso é essencial para que a propriedade produza com qualidade e viabilidade, e as famílias permaneçam no campo com qualidade de vida – frisa Loraine.

Os produtores também receberam orientações sobre o rebanho. Segundo a pesquisadora e professora Marines Sobczak, a pesquisa apontou a necessidade de melhorias nas instalações, para evitar a umidade e a matéria orgânica nos locais de ordenha.

– A pesquisa também identificou a necessidade de instalações adequadas para criação eficiente de terneiras, melhorias na água, sombra e potreiro para as vacas passarem a noite – menciona Marines.

Instrução Normativa 62

Outro ponto abordado durante o treinamento foi a qualidade do leite. A pesquisadora e professora Eliane Maria de Carli explica que, atualmente, a instrução normativa que está em vigor é a IN-62, de 29 de dezembro de 2011. A tolerância de contagem bacteriana total fixada pela normativa é de, no máximo, um milhão de unidades formadoras de colônia por mililitro (UFC/ML) e de um milhão de células somáticas por mililitro.

Para atender à exigência desta normativa, os produtores precisam estar atentos a aspectos ligados a obtenção e armazenamento. Eliane explica que, dentro de duas horas após a primeira ordenha, o leite deve estar refrigerado a quatro graus Celsius.

– Já na segunda ordenha, nos casos em que se utiliza o sistema de tanque de expansão, a temperatura do leite de mistura não deve ultrapassar sete graus e deve voltar para quatro graus Celsius, dentro de uma hora após o término de ordenha – detalha a professora.

Outros fatores que também devem ser levados em consideração são a higiene da ordenha, limpeza e desinfecção da superfície dos tetos; condições de limpeza dos utensílios e equipamentos de ordenha e a saúde do rebanho.

Pesquisa e resultados

Durante a pesquisa, foi observado que o leite é a principal atividade das propriedades. Além disso, constatou-se que as famílias produtoras são pequenas e têm baixo nível de profissionalização. A população do campo também é composta por pessoas mais velhas e sem perspectivas que os filhos atuem na atividade. 

O projeto de pesquisa iniciou no ano passado e terá a duração de dois anos. Neste ano, serão realizadas novas visitas às propriedades, com nova coleta de dados para posterior análise. No final do projeto, será elaborado um material informativo sobre práticas relacionadas à gestão, rebanho e qualidade do leite.

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