Pesquisa orienta motoristas de ônibus para estilo de vida saudável
O trabalho do motorista de ônibus é caracterizado pela mobilidade constante de um lugar para outro no trânsito. A longa jornada de trabalho, a falta de um horário específico para fazer as refeições e a ausência de opções de alimentação saudável e atividade física nas rotas de trabalho são algumas das variáveis que dificultam a […]
Publicado em 05/09/2013
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O trabalho do motorista de ônibus é caracterizado pela mobilidade constante de um lugar para outro no trânsito. A longa jornada de trabalho, a falta de um horário específico para fazer as refeições e a ausência de opções de alimentação saudável e atividade física nas rotas de trabalho são algumas das variáveis que dificultam a manutenção de um estilo de vida saudável desses trabalhadores.
Pensando em contribuir com a saúde dos motoristas, o Curso de Educação Física da Unoesc São Miguel, por meio do Laboratório de Fisiologia do Exercício – LAFE, está pesquisando a variação sazonal da composição corporal, pressão arterial e frequência cárdica de motoristas de ônibus que fazem o transporte dos acadêmicos a universidade.
A equipe de trabalho é composta pela coordenadora Sandra Fachineto, pela técnica responsável pelo LAFE, Fátima Bisutti, e pelas bolsistas Fernanda Mueller e Jéssica Berté.
Conforme a técnica responsável pelas avaliações, Fátima Bisutti, durante seis meses, os motoristas serão avaliados uma vez ao mês, individualmente, terão orientações sobre sua pressão arterial, composição corporal (peso, percentual de gordura, índice de massa corporal, circunferência de cintura) e do estilo de vida.
– É de suma importância a participação ativa dos motoristas nas atividades bem como nas avaliações. Podemos notar que a maioria dos motoristas, não faz ideia de como é seu estado de saúde, por exemplo, não faz um acompanhamento regular da pressão arterial, parâmetro que demonstrou alteração na primeira avaliação, sendo considerado um dos fatores de risco para infarto do miocárdio, no caso dos homens. Pelas avaliações temos parâmetros quanto à qualidade de vida e bem-estar, composição corporal e níveis de pressão arterial dos avaliados, para assim, podermos prescrever e elaborar as atividades que serão ministradas – ressalta.
Além das avaliações, duas noites por semana, os motoristas participam de um programa de atividade física orientada por aproximadamente uma hora e meia. São realizados exercícios de musculação, jogos esportivos (futsal e vôlei), caminhadas e corridas.
Na opinião das bolsistas do projeto, o trabalho que está sendo realizado com os motoristas é importante porque a atividade física é uma das maneiras mais simples de melhorar e manter a saúde. Tem o potencial de prevenir e controlar certas doenças cardiovasculares e obesidade. A atividade física também ajuda a reduzir a tensão e diminui os níveis da pressão arterial. Visto que para este grupo de pessoas o tempo disponível para praticar atividade física é reduzido, foi pensado em otimizar o tempo que ficam esperando os acadêmicos para transporte.
Conforme a coordenadora da pesquisa, professora Sandra Fachineto, o estudo está em andamento e já observou que grande parte dos motoristas não pratica nenhum tipo de atividade física e que a maioria é sedentário. Além disso, apresentaram pressão alta e estão acima do seu peso ideal. Diante do diagnóstico, foi realizada a confecção de um folder educativo mostrando a importância da atividade física para o controle da pressão arterial, do sobrepeso e da obesidade. Uma vez por mês os motoristas também participarão de palestras visando orientar para um estilo de vida ativo e saudável que inclua hábitos alimentares e prática de atividade física.
– Espera-se que o programa de exercícios e as orientações contribuam para melhorar a saúde e a qualidade de vida dos motoristas – finaliza a coordenadora.