Pesquisa mostra dados reais de empregos formais em Videira
Uma pesquisa desenvolvida pelo setor de Extensão da Unoesc Videira, a pedido da Associação Comercial, Industrial e Agrícola (Aciav), levantou dados reais das empresas associadas de diversos setores em relação aos empregos formais existentes no município. O trabalho, coordenado pelo professor Luiz Carlos Bondicz, assessor de extensão do campus, foi realizado em dezembro de 2015, com a […]
Publicado em 03/03/2016
Por Unoesc
Uma pesquisa desenvolvida pelo setor de Extensão da Unoesc Videira, a pedido da Associação Comercial, Industrial e Agrícola (Aciav), levantou dados reais das empresas associadas de diversos setores em relação aos empregos formais existentes no município.
O trabalho, coordenado pelo professor Luiz Carlos Bondicz, assessor de extensão do campus, foi realizado em dezembro de 2015, com a finalidade de levantar dados econômicos e financeiros de Videira nos últimos anos.
Segundo Bondicz, apesar do cenário desfavorável quanto ao número de empregos formais observados no Estado e no Brasil em 2015, o saldo do mercado de trabalho de Videira foi menos preocupante, comparando-se com o mesmo período, com queda de 1,77% no número de empregos.
— Associados da Aciav representam mais de 51% dos empregos formais em Videira — explicou Bondicz.
Ele afirma que o setor de emprego brasileiro perdeu 1,5 milhão de vagas no ano passado, e não foi diferente em Santa Catarina. O Estado apresentou uma queda de 2,95%, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho. Agregando a esses resultados, a pesquisa registrou que em Videira, das empresas pesquisadas, o registro do número de desligamentos foi maior, com 10.477 em comparação a 10.139 admissões em 2015.
Bondicz destaca que, além de nos preocuparmos com a diferença entre o número de empregados e desempregados no final do período pesquisado, é preciso ter uma preocupação com o número anual de pessoas que ingressam no mercado de trabalho a cada ano, em busca do primeiro emprego.
Somente em dezembro, o Estado cortou 34.971 postos de trabalho, o que representa quase 60% das perdas de todo ano. Segundo o Ministério do Trabalho, o número se explica por questões sazonais como entressafra agrícola, férias escolares, período de chuvas e término das festas no final do ano, que afetam quase todos os setores.
— Percebemos que esse percentual foi de 2,95% no Estado e de 3,94% no Brasil. O fato de termos observado um decréscimo no número de empregados nas empresas de Videira em 2015, não é uma questão isolada, pois isto revelou-se em todas as instâncias pesquisadas e comparadas na região, no Estado e no Brasil, que apresentaram indicadores de retração no número de empregados em ordem superior aos de Videira — finalizou.
Parceria Unoesc Aciav
Segundo o presidente da Aciav, Vilson Giazzoni, a parceria com a Unoesc veio em boa hora, pois levanta uma parte significativa dos números reais da situação atual da cidade em relação a indicadores de emprego.
— Videira tem 3.386 estabelecimentos registrados, segundo dados do Cadastro Geral de Emprego e Desempregados (CAGED), e em janeiro de 2015, o município apresentava 19.045 empregos formais. Setenta e cinco por cento das empresas associadas que responderam a pesquisa pertencem aos setores de prestação de serviços e comércio — destacou Giazzoni.
As empresas que responderam ao questionário da Unoesc/Aciav totalizaram 9.813 empregos, correspondendo a mais de 51% dos empregos formais. A pesquisa aponta que 86,9% são empregados das grandes e médias empresas, sendo que estas foram responsáveis por 83% dos contratados e 79,4% dos demitidos.
— Sabemos que a Aciav tem como associados um volume de empresas significativo do PIB do município, e muitos dados podem ser levantados, com o objetivo de corrigir falhas e tentar ajudar o empresariado a direcionar suas forças em entender melhor a economia da nossa região — completou Giazzoni.
Emprego apresenta saldo negativo
Segundo o CAGED, no ano de 2015, Videira teve 10.139 admissões e 10.477 desligamentos, gerando um saldo negativo de 338 vagas, Das 10.139 admissões, 1.143 foram vagas de primeiro emprego. As dispensas por justa causa totalizaram em 4.070 e as dispensas a pedido do funcionário 4.029.
A pesquisa apurou a existência de mais de 650 funcionários afastados. As atividades que mais receberam solicitação de desligamentos em 2015 foram trabalhadores de serviço de limpeza e conservação, funcionários de indústria alimentícia e operador de máquinas em geral.
Dados poderão beneficiar acadêmicos e empresários
Giazzoni lembra que esses e outros dados, referentes a empregos que foram levantados com o objetivo de formar um histórico de indicadores, poderão contribuir para análise tanto de alunos da Unoesc, quanto para empresários que se interessam por esses números.
— A Associação preocupa-se com a situação econômico-financeira da região e está empenhada em contribuir para o desenvolvimento da nossa cidade, afinal, sempre estivemos em posição de destaque com a nossa economia estadual e nacional, com o intuito de contribuir para que os negócios de todos prosperem — disse
*Colaborou a Assessoria de Comunicação da Aciav