Pesquisa investiga espécies vegetais de risco na área urbana
A pesquisa é uma atividade inerente a uma universidade. A Unoesc Campus de Xanxerê, através de editais específicos, incentiva pesquisas realizadas tanto por professores quanto por acadêmicos. Uma das pesquisas atualmente em desenvolvimento investiga espécies vegetais de risco na área urbana do município de Xanxerê.O acadêmico Moisés Kluska, do curso de Ciências Biológicas, sob a […]
Publicado em 17/03/2010
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A pesquisa é uma atividade inerente a uma universidade. A Unoesc Campus de Xanxerê, através de editais específicos, incentiva pesquisas realizadas tanto por professores quanto por acadêmicos. Uma das pesquisas atualmente em desenvolvimento investiga espécies vegetais de risco na área urbana do município de Xanxerê.
O acadêmico Moisés Kluska, do curso de Ciências Biológicas, sob a orientação da professora Elisangela Bini Dorigon, está desenvolvendo a pesquisa, na modalidade de Iniciação Científica, com recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
“Dados preliminares da pesquisa apontam que a intensa urbanização de Xanxerê, nos últimos anos, desencadeou alguns conflitos entre as construções e as espécies vegetais nativas remanescentes, como a competição por espaço, luz, água, entre outros fatores abióticos e bióticos. Esses conflitos alteram o crescimento e o desenvolvimento vegetal, transformando-o em um risco e incentivando a população a solicitar sua supressão”, afirma o pesquisador iniciante.
A pesquisa, que objetiva identificar as ações genitoras de espécies vegetais de risco na área urbana e que encerrará as coletas de dados no final deste mês, para posterior discussão, já apresenta dados importantes e merecedores de discussão. “A situação é delicada se considerarmos todo o discurso sobre preservação da flora nativa que vem sendo realizado nos últimos anos. Cerca de 46% das espécies avaliadas para supressão na pesquisa são da espécie Araucaria angustifolia, ameaçada de extinção, e, para essa espécie, menos de 2% das solicitações para supressão foram indeferidas, em função do risco causado pela espécie”, observa.
Ainda de acordo com dados coletados, apenas 8% de toda a solicitação não apresenta riscos; os demais são causadores de risco. Verificou-se também que 55% das espécies avaliadas apresentam inclinação caulinar mecânica, dado que corrobora com a discussão sobre o risco gerado pelos conflitos estabelecidos entre vegetais e urbanização.
Segundo a professora Elisangela Dorigon, esse tipo de pesquisa tem por finalidade garantir as diferentes formas de vida. “O conhecimento das necessidades fisiológicas das espécies consideradas de risco, como espaço físico ou área de crescimento, qualidade e quantidade de luz solar, entre outros, trará luz além de simplesmente escolher espécies adequadas a áreas urbanizadas. Além disso, possibilita resguardar esses espaços onde as espécies, principalmente as nativas, estão se desenvolvendo, garantindo os direitos da flora”, destaca.