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Pesquisa de egressos da Educação Física da Unoesc São Miguel é publicada em livro do CREF3/SC


Uma pesquisa desenvolvida por egressos do curso de Educação Física – Bacharelado da Unoesc São Miguel, foi publicada na 12ª edição do livro Boas Práticas na Educação Física Catarinense, do Conselho Regional de Educação Física de Santa Catarina (CREF3/SC). O trabalho “Análise comparativa da capacidade funcional de pessoas idosas praticantes de Pilates e treinamento resistido” foi desenvolvido por Diúlia Berres Godoi e Sérgio Luiz Martins Rosa, sob orientação da professora Luciara Nunes Severo. A publicação reúne 20 artigos, sendo 15 desenvolvidos por profissionais de Educação Física e cinco por estudantes da área.

O trabalho desenvolvido pelos estudantes da Unoesc foi realizado em 2025, como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), com o objetivo de comparar a capacidade funcional de pessoas idosas que realizavam Pilates e treinamento resistido. A pesquisa contou com 20 idosos, sendo 10 de cada modalidade. O grupo de treinamento resistido era vinculado ao Serviço Social do Comércio (Sesc), em São Miguel do Oeste, enquanto o grupo de Pilates frequentava um estúdio localizado na região do Extremo-Oeste de Santa Catarina.

Para avaliar a capacidade funcional, os pesquisadores utilizaram testes relacionados à mobilidade, força, flexibilidade, equilíbrio e independência para as atividades do dia a dia. Entre eles estão o Timed Up and Go (TUG), que avalia mobilidade funcional e risco de quedas; o teste de sentar e levantar cinco vezes, para força dos membros inferiores; a dinamometria de preensão palmar, para força dos membros superiores; testes de flexibilidade e mobilidade; o apoio unipodal, para equilíbrio estático; e o Índice de Barthel, relacionado à independência nas atividades básicas

De acordo com a professora Luciara Nunes Severo, alguns testes apresentaram valores superiores entre os praticantes de treinamento resistido, enquanto outros tiveram resultados superiores entre os praticantes de Pilates. No entanto, as diferenças entre os grupos não foram estatisticamente significativas.

— Em alguns testes, como o TUG, o sentar e levantar cinco vezes e a dinamometria, os valores foram superiores entre os praticantes de treinamento resistido. Já nos testes de flexibilidade e mobilidade, os resultados foram superiores no grupo que praticava Pilates, porém, essas diferenças não foram significativas. No Índice de Barthel, que avalia a independência para realizar atividades básicas do dia a dia, os resultados foram semelhantes entre os grupos — explica.

A professora destaca que os resultados reforçam a importância da prática regular de exercícios físicos para a população idosa.

— Tanto o treinamento resistido quanto o Pilates são estratégias importantes para melhorar a capacidade funcional, a força, a flexibilidade, o equilíbrio e a independência no dia a dia. O treinamento resistido apresenta uma tendência maior nos ganhos de força, enquanto o Pilates pode proporcionar melhorias mais expressivas no equilíbrio e na flexibilidade. Embora as diferenças encontradas no estudo não tenham sido significativas, os resultados reforçam a relevância de programas regulares de exercícios, considerando as necessidades e as preferências de cada pessoa — destaca Luciara.

Para a professora, desenvolver pesquisas relacionadas ao envelhecimento também permite aos estudantes aplicar conhecimentos construídos, durante a graduação, e ampliar o olhar sobre uma área de atuação profissional.

— Quando desenvolvemos estudos durante a graduação, trabalhamos o raciocínio clínico e a pesquisa científica e reunimos conhecimentos adquiridos ao longo do curso. A área do envelhecimento é uma das possibilidades para esse desenvolvimento, especialmente diante da importância da prática regular de exercícios físicos para essa população — afirma.

A publicação do estudo ocorreu após um processo de seleção promovido pelo CREF3/SC. O conselho abriu edital para receber trabalhos de estudantes e profissionais de Educação Física que poderiam integrar a 12ª edição do livro. Após a submissão e análise dos trabalhos, a pesquisa desenvolvida na Unoesc foi selecionada para publicação.

Para Sérgio Luiz Martins Rosa, ver o trabalho desenvolvido durante o TCC ganhar espaço em um capítulo de livro representa o resultado de um processo marcado por dedicação, estudo e trabalho em equipe.

— A publicação da pesquisa vai muito além de uma formalidade acadêmica: representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido e a oportunidade de compartilhar o conhecimento produzido com um público mais amplo. Para mim, representa a materialização de toda a dedicação e estudo em um legado permanente. Ver uma pesquisa que nasceu na sala de aula ganhar páginas impressas e distribuição editorial é a validação de que todo o esforço, as leituras e a empatia com os voluntários valeram a pena — destaca.

Diúlia Berres Godoi também destaca a possibilidade de compartilhar os resultados da pesquisa com outras pessoas da área.

— A publicação do nosso TCC na íntegra representa muito mais do que uma conquista acadêmica. É uma forma de contribuir com a área da Educação Física, tornando nosso trabalho acessível e compartilhando os resultados da pesquisa com estudantes, profissionais e pesquisadores. Além de possibilitar que esse conhecimento seja consultado e utilizado como referência em futuros estudos, esperamos que nosso trabalho possa contribuir para novas pesquisas e práticas dentro da área — ressalta.

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