Pesquisa avalia qualidade do leite na região Extremo-oeste
Uma pesquisa desenvolvida por uma estudante de Engenharia de Alimentos do Campus de São Miguel do Oeste será publicada neste mês na Revista Brasileira de Pesquisa em Alimentos (REBRAPA), publicação especializada na área. O projeto de pesquisa “A influência dos microrganismos psicrotróficos sobre a qualidade do leite refrigerado para produção de UHT”, desenvolvido pela acadêmica […]
Publicado em 02/10/2012
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Uma pesquisa desenvolvida por uma estudante de Engenharia de Alimentos do Campus de São Miguel do Oeste será publicada neste mês na Revista Brasileira de Pesquisa em Alimentos (REBRAPA), publicação especializada na área.
O projeto de pesquisa “A influência dos microrganismos psicrotróficos sobre a qualidade do leite refrigerado para produção de UHT”, desenvolvido pela acadêmica Maisa Zeni, ficou entre os dez melhores trabalhos apresentados no IV Simpósio de Tecnologia e Engenharia de Alimentos, realizado no Paraná, em 2012, e está sendo financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina – Rede Catarinense de Ciência e Tecnologia (Fapesc).
Conforme a coordenadora do curso de Engenharia de Alimentos e orientadora da pesquisa, professora Eliane De Carli, o projeto teve como objetivo verificar a presença de microrganismos psicotróficos (que crescem à baixa temperatura), em amostras de leite de uma empresa de laticínios da região.
A pesquisa contou com o auxílio da equipe do Laboratório de Tecnologia de Alimentos da Unoesc: Gizele Paula Rabaiolli da Silva, Aline Scandolara e a professora Simone Canabarro Palezi.
A pesquisa
De acordo com a professora Eliane, o leite da empresa de laticínio, colhido para análise da pesquisa, é produzido por pequenas propriedades rurais da região do Extremo-Oeste. Segundo ela, esse leite, assim que retirado da ordenha, vai para um tanque de refrigeração e, durante esse processo, se não houver o máximo de cuidado e higiene, pode ser contaminado por microrganismos psicrotróficos.
– A geladeira ou o tanque de resfriamento muitas vezes são um falso protetor, pois em temperatura ambiente o leite já possui determinados microrganismos. Se o agricultor não tiver cuidado no procedimento com o leite, desde a ordenha, passando pelo manipulador até chegar ao tanque de refrigeração, quando submetido a esta baixa temperatura, o leite vai ser contaminado – explica a professora.
Segundo Eliane, a bolsista Maisa e a equipe de pesquisa realizavam análises das amostras do leite de seis rotas problemáticas que a laticínio indicou, sendo que as análises foram realizadas uma vez por semana.
Resultados
A primeira etapa do projeto verificou se havia contaminação por microrganismos psicrotróficos e a pesquisa constatou a existência. A partir da confirmação da presença de microrganismos, o segundo passo será a explanação sobre os resultados obtidos para as famílias produtoras do leite.
– Pretendemos aplicar um curso de boas práticas de produção para que estas famílias melhorem a qualidade do leite produzido na propriedade – revela a orientadora do projeto de pesquisa, professora Eliane.
Iniciação científica
Para Maisa, que está participando pela primeira vez de atividades de pesquisa, o projeto foi fundamental para saber como é o processo de produção de leite. Segundo ela, cada rota pode ter até 20 famílias cadastradas e que participam do processo de produção de leite para a empresa de laticínios.
Para a acadêmica Gizele, que auxiliou como integrante da equipe de pesquisa, participar do projeto está sendo uma experiência única, uma vez que ela serve para melhorar a qualidade do leite e, consequentemente, melhorar a qualidade do produto que chega ao consumidor na região.
Texto: Gisele Petry