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Pauta do Fórum pelo Oeste é debatida em reunião da Facisc, ACIC e Celesc

Um dos assuntos tratados como prioridade pelo Fórum de Desenvolvimento e Competitividade do Oeste —  iniciativa da Unoesc e Fiesc —  têm sido as condições do fornecimento de energia elétrica. Na última semana, a Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) e a Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) receberam o presidente da Celesc Cleverson […]


Um dos assuntos tratados como prioridade pelo Fórum de Desenvolvimento e Competitividade do Oeste —  iniciativa da Unoesc e Fiesc —  têm sido as condições do fornecimento de energia elétrica. Na última semana, a Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) e a Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) receberam o presidente da Celesc Cleverson Siewert. O encontro reuniu cerca de 60 industriais. 

—  Essa é uma demanda do Fórum, pois entende-se que a manutenção de toda a base produtiva da região oeste depende da qualidade do abastecimento de energia elétrica. A região precisa de respostas pontuais e urgentes a respeito desse assunto —  comentou o presidente do Fórum e diretor geral da Unoesc Chapecó, Ricardo Antonio De Marco.

Na primeira parte da reunião, o empresário e engenheiro eletricista Nelson Eiji Akijmoto apresentou um diagnóstico da situação energética regional elaborado por meio do Fórum pelo Oeste, que tem a situação da energia elétrica como uma de suas prioridades. Expôs que, em Chapecó, o consumidor teve mais quedas de energia que a média catarinense. Em fevereiro de 2014, tendo como base os 20 primeiros dias de análise, estes índices registraram os piores valores de todo o estado de Santa Catarina, onde o DEC (tempo acumulado que as unidades consumidoras ficaram sem energia) registrou 87% acima da meta e o FEC (indica a quantidade de vezes que ocorreu interrupção no fornecimento) registrou 74% acima da meta.

O presidente da Acic Bento Zanoni disse que o alto custo da energia elétrica prejudica a competitividade da indústria e encarece todos os produtos manufaturados. Lembra que o setor industrial é responsável por aproximadamente 46% do consumo de energia elétrica no Brasil.

Em sua preleção, o presidente da Celesc assinalou que os objetivos do atual modelo do setor elétrico são assegurar a estabilidade do marco regulatório, garantir a segurança do suprimento da energia elétrica, promover a modicidade tarifária e a universalização do atendimento. Apesar disso, prevê um reajuste nas tarifas, em 2015, acima daquele concedido neste ano.

Estrutura e investimentos

A Celesc mantém no grande oeste 15 subestações (sete de 138kV e oito de 69 kV) com capacidade instalada de 879MVA. De acordo com Siewert, as obras da Celesc estão espalhadas em oito frentes. A linha de transmissão Foz do Chapecó-Chapecó 2 terá 43 quilômetros e custará R$ 20 milhões. A licitação sai em outubro e a obra será executada até dezembro de 2015.

A subestação e a linha de transmissão Chapecó 3 estão em fase de aquisição de terreno. A subestação operará em 138kV/23kV 26MVA. O investimento é de 13,6 milhões de reais e, o prazo, dezembro de 2015.

O segundo circuito da linha de transmissão Pinhalzinho-São Miguel do Oeste foi finalizado e absorveu R$ 4,3 milhões.

A subestação e a linha de transmissão de Maravilha estão em licitação. Operarão em 138kV/23kV 26MVA e ficarão prontas em julho de 2015 mediante investimentos de R$ 6,9 milhões.

Outro importante investimento — R$ 28,1 milhões — é a subestação e a linha Concórdia-São Cristóvão que aguarda licenciamento ambiental. A previsão para execução é julho de 2015. 

Está em andamento, a instalação da subestação Xanxerê Iguaçu (138kV/23kV) mediante inversões de R$ 6,9 milhões. O prazo é outubro deste ano. Também estão em curso as obras da subestação e da linha de transmissão de Mondai cuja conclusão ocorre em outubro deste ano mediante desembolso de R$ 7 milhões.

Finalmente, o contrato já assinado no valor de R$ 2 milhões  permitirá ampliar, até dezembro deste ano, a capacidade transformadora das bays de Pinhalzinho e São Miguel do Oeste.

O presidente da Celesc também anunciou investimentos de R$ 13,5 milhões nas redes de distribuição, neste ano, nas agências regionais de Concórdia (R$ 3,6 milhões), Chapecó (R$ 6 milhões) e São Miguel do Oeste (R$ 3,9 milhões). A rede, nessa área, tem 37 mil quilômetros de extensão com 339 mil postes.

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