Núcleo de Estudos em Vida Selvagem aprimora conhecimento de alunos sobre medicina e conservação
A cada 15 dias, 35 acadêmicos do curso de Medicina Veterinária e professores, que integram o Núcleo de Estudos em Vida Selvagem (NEVS), reúnem-se no Hospital Veterinário da Unoesc São Miguel do Oeste para discutir casos, por meio da leitura e apresentação de artigos científicos; para trocar experiências e conhecimentos obtidos em cursos e congressos […]
Publicado em 30/10/2017
Por Unoesc
A cada 15 dias, 35 acadêmicos do curso de Medicina Veterinária e professores, que integram o Núcleo de Estudos em Vida Selvagem (NEVS), reúnem-se no Hospital Veterinário da Unoesc São Miguel do Oeste para discutir casos, por meio da leitura e apresentação de artigos científicos; para trocar experiências e conhecimentos obtidos em cursos e congressos e para incentivar o desenvolvimento de pesquisas.
Os integrantes do Núcleo também têm a oportunidade de participar de projetos de extensão sobre educação ambiental; acompanhar a rotina do Ambulatório de Animais Selvagens do Hospital Veterinário e a rotina do Departamento de Patologia.
— Com o NEVS tenho a oportunidade de auxiliar no atendimento e tratamento de animais silvestres. O grupo é um diferencial na nossa formação acadêmica e profissional, já que oferece conhecimento teórico e prático — avalia a acadêmica da sexta fase de Medicina Veterinária, Greissi Pfeifer.
Segundo o biólogo da Unoesc, professor Jackson Preuss, além de aprimorar o conhecimento dos acadêmicos sobre medicina, manejo e conservação, o NEVS contribui para a conservação da vida selvagem. Jakcson acrescenta que o Núcleo realiza estudos, envolvendo a biologia e a conservação da biodiversidade e busca compreender a dinâmica das populações de animais silvestres.
— Publicamos estudos de monitoramentos de mamíferos, impactados pelas rodovias. Além disso, realizamos monitoramento da herpetofauna e mastofauna regional, sendo que algumas populações desses grupos são consideradas ameaçadas de extinção — informa o biólogo da Unoesc.
Pesquisas em andamento
Jakcson destaca que a produção científica do NEVS fornece dados a respeito da conservação e da ecologia dos animais selvagens. Esses dados podem ser utilizados em planejamentos e na estruturação de novas metas para a conservação da biodiversidade brasileira.
Uma das pesquisas em andamento aborda a biodiversidade do Vale do Rio Uruguai. A pesquisa tem o objetivo de obter informações sobre a ocorrência de táxons da fauna no Extremo-oeste catarinense, visando subsidiar estratégias e ações de conservação da diversidade biológica. Para isso, estão sendo identificadas áreas com potencial para a conservação da fauna do Oeste; levantadas informações sobre anfíbios, répteis e mamíferos, além de serem investigadas as principais ameaças à conservação dos táxons nessas áreas.
Outro estudo em andamento tem o objetivo de analisar os dados obtidos a partir das atividades de fiscalização e recolhimento de animais silvestres pela Polícia Militar de São Miguel do Oeste.
— Esses dados serão utilizados para elaboração de um diagnóstico do tráfico na região e para estabelecer uma sistemática de catalogação e identificação dos animais, visando identificar as espécies ameaçadas de extinção, além de quantificar os grupos mais apreendidos e realizar sugestões associadas às políticas governamentais, que favoreçam e incentivem o desenvolvimento sustentável regional — frisa o biólogo Jackson Preuss.
Auxílio a órgãos ambientais
Os médicos veterinários e biólogos envolvidos como o NEVS auxiliam órgãos ambientais, como a Polícia Militar Ambiental, na classificação, manejo e atendimento clínico de animais silvestres, além de atuar em atividades e programas educativos, como o Programa Protetor Ambiental, inserindo o conhecimento científico na comunidade.