Mostra incentiva novas atitudes em favor do meio ambiente
Trabalhos foram desenvolvidos por professores e gestores públicos e ambientais No último sábado, dia 12, quem passou pela Praça Adolfo Konder, em Joaçaba, pôde conferir uma série de trabalhos que buscam a conscientização e a mudança de atitude da população em favor do meio ambiente, em especial das águas. Os trabalhos foram desenvolvidos por professores […]
Publicado em 15/12/2009
Por
Trabalhos foram desenvolvidos por professores e gestores públicos e ambientais
No último sábado, dia 12, quem passou pela Praça Adolfo Konder, em Joaçaba, pôde conferir uma série de trabalhos que buscam a conscientização e a mudança de atitude da população em favor do meio ambiente, em especial das águas. Os trabalhos foram desenvolvidos por professores e gestores públicos e ambientais. Faziam parte da Mostra “Bacia Hidrográfica do Rio do Peixe: Natureza e Sociedade”, que integra um curso de extensão promovido pela Unoesc e a Rede Guarani Serra Geral.
Apesar da chuva, dezenas de pessoas pararam para assistir a uma peça de teatro de fantoches que conta a história do Rio do Peixe, desde a chegada dos primeiros imigrantes até os dias atuais, mostrando as mudanças ambientais que ocorreram com a chegada do progresso às regiões oeste e meio-oeste catarinenses. A peça foi desenvolvida pelas professoras Camila Hart e Marinês Pik, pela secretária Maristela Gomes e pela coordenadora de Séries Iniciais Ingrid Stobbe, todas da Escola Municipal São Francisco, de Luzerna.
De acordo com Ingrid, o teatro será reapresentado na escola para diversas turmas, desde a Educação Infantil e até o 5ª ano Ensino Fundamental. Depois, os materiais ficarão disponíveis na biblioteca do colégio para que estudantes de outras séries possam fazer uso e apresentar a peça em outros locais. A ideia é levar o trabalho ao maior número de crianças possível, já que ele traz uma mensagem educativa sobre os desgastes e a necessidade de preservação ambiental em uma linguagem adequada ao público infantil.
Também voltado às crianças, o Projeto Rio do Peixe reúne materiais que podem ser usados com alunos que estão entre o 1º e o 5º ano do Ensino Fundamental. São livros de literatura que abordam a problemática ambiental, paródias, cartazes, joguinhos e uma peça teatral, todos desenvolvidos por 25 estudantes do curso profissionalizante em Magistério da Escola Estadual de Educação Básica São José, de Herval d’Oeste.
Esse trabalho começou a ser desenvolvido em junho e concluído neste mês, sob a coordenação dos professores Doroti Beche, Dilema Zampieri, Luciano Magro, Yomara Moritz e Mauro Martini, que também é vereador em Herval d’Oeste. “A educação ambiental passa pelas escolas. E este é um trabalho que busca ajudar no cumprimento de nossa missão como educadores, sensibilizando em especial as crianças para essa problemática. Quando adultas, elas agirão de acordo com suas consciências e nosso papel é colaborar para a formação do pensamento crítico”, diz a professora Doroti.
Outro trabalho que chamou atenção foi o “Rio de Histórias”. Foi desenvolvido por uma aluna do curso de extensão oferecido pela Unoesc, a professora Salete Pastori, com a ajuda de estudantes do Ensino Médio da Escola Estadual de Educação Básica Celso Ramos. É um trabalho que busca conscientizar o público adulto, mostrando dados do aquecimento global e apresentando alternativas que podem ser adotadas no dia-a-dia e não prejudicam o meio ambiente.
Esse projeto já foi apresentado em escolas e empresas de vários municípios da região e se destacou nas últimas feiras de ciências de Joaçaba e regional. No mês passado, foi premiado na XXV Feira Catarinense de Matemática e IV Feira Estadual de Ciência e Tecnologias, em Rio do Sul.
Para o coordenador da Mostra e do curso de extensão promovido pela Unoesc e a Rede Guarani Serra Geral, professor doutor Joviles Vitório Trevisol, a programação do último sábado foi a coroação do curso e levou à comunidade os principais resultados dos trabalhos desenvolvidos. “A finalidade era mostrar o que a universidade está fazendo para formar agentes responsáveis pela educação ambiental na nossa região”, lembra.
Segundo Trevisol, por serem produzidos por profissionais que já possuem experiência no campo da educação, os trabalhos que integraram a mostra apresentam bastante ligação entre a teoria e a prática, o que lhes torna de fácil aplicação em sala de aula, como também junto à comunidade regional.
Preocupação no lugar do medo
Entre os trabalhos que viu, o que mais chamou atenção do pequeno Fabrício Antonello foi o “monstro” criado com o lixo encontrado às margens e dentro do Rio Lajeado Nair, afluente do Rio do Peixe em Lacerdópolis. Ele ficou impressionado com a quantidade de lixo que pode ser encontrado em um rio. “Achei legal, mas é feio porque tinha todo esse lixo lá dentro”, diz o estudante de apenas seis anos, aluno do 1º ano do Ensino Fundamental no Centro Integrado de Educação de Lacerdópolis (Ciel).
O “monstro” montado com o lixo encontrado às margens e dentro do Rio Lajeado Nair faz parte do trabalho “Alterações Físicas do Rio Lajeado Nair”, que reúne painel, fotos e uma maquete que mostram a extensão desse rio e as alterações sofridas em seu percurso, desde a nascente e passando pelas áreas rural e urbana de Lacerdópolis. Ele foi desenvolvido pelos professores Salete Savi Rossa (diretora do Ciel), Leonardo Antonello, Lucia Giacometti e Eliseu Peruzzo.