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Graduação São Miguel do Oeste

Jornalismo luta pela valorização profissional e repudia STF

Incentivados pelo Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina e pela Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj – acadêmicos e professores do Curso de Jornalismo da Unoesc – Campus de São Miguel do Oeste – realizaram, na última quinta-feira, 17, um ato manifestando repúdio à decisão do Supremo Tribunal Federal, que derrubou a exigência do diploma […]


Incentivados pelo Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina e pela Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj – acadêmicos e professores do Curso de Jornalismo da Unoesc – Campus de São Miguel do Oeste – realizaram, na última quinta-feira, 17, um ato manifestando repúdio à decisão do Supremo Tribunal Federal, que derrubou a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. O dia representa um ano da decisão e a contínua luta da categoria.

O manifesto foi realizado na cantina, onde os professores e alunos externaram o valor da profissão e foi veiculado um vídeo produzido pelo curso, sobre o jornalismo. Após o manifesto, os alunos coletaram assinaturas da comunidade acadêmica, que não concorda com a queda do diploma. As assinaturas reunidas serão enviadas para a Fenaj.

Conforme o jornalista, professor Emmanoel José Lourenço, a manifestação mostra o descontentamento em relação à decisão do STF, o qual determinou que qualquer pessoa pode exercer a atividade de jornalista, mesmo sem formação acadêmica. “Essa mobilização demonstra que não estamos passivos diante da situação. O talento é fundamental, da mesma forma que a formação acadêmica”. Conforme ele, a coleta das assinaturas é uma maneira de comprovar que a decisão desagrada também à população preocupada com a qualidade da informação.

O ideal do diploma

O manifesto foi realizado em várias cidades do Brasil. Segundo o acadêmico, representante do 5° período de Jornalismo, Fernando Dias, os acadêmicos fizeram sua parte, enquanto aguardam a aprovação da emenda constitucional que busca validar o diploma jornalístico como atributo para atuar na profissão. “Nós, acadêmicos de Jornalismo da Unoesc, estamos fazendo a nossa parte. Estou confiante e acho que a volta do diploma é apenas uma questão de tempo. É o mínimo que pode ser feito, depois de uma decisão totalmente equivocada do STF”, considera.

A acadêmica de Educação Física, Adriana Fontella, colaborou com o abaixo-assinado pois acredita que a formação no Ensino Médio é insuficiente para resultar em uma maturidade profissional. Conforme ela, além disso, a sua futura profissão, de educadora física, passa por uma situação similar. “Para trabalharmos em academias, com esportes coletivos, temos que ter o Curso Superior e a carteirinha específica da categoria. Porém, muitas pessoas que trabalham com escolinhas de futebol, de vôlei, sem Curso Superior, estão tendo direito a essa carteirinha”, explica. Para Adriana, cada vez fica mais claro que valorizar outras profissões significa reconhecer o valor da profissão que atuará.

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