Intercâmbio no Chile transforma a vida de acadêmicos de Psicologia
Durante cinco meses, os estudantes ‘experimentaram’ cultura, costumes e ensino diferentes. A experiência foi tão impactante que influenciou na mudança de hábitos, na reflexão de valores e na opção, inclusive, de ir morar no Chile Em fase de readaptação, é nesse estado que os acadêmicos do Curso de Psicologia da Unoesc – Campus de São […]
Publicado em 12/08/2009
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Durante cinco meses, os estudantes ‘experimentaram’ cultura, costumes e ensino diferentes. A experiência foi tão impactante que influenciou na mudança de hábitos, na reflexão de valores e na opção, inclusive, de ir morar no Chile
Em fase de readaptação, é nesse estado que os acadêmicos do Curso de Psicologia da Unoesc – Campus de São Miguel do Oeste – consideram que estão depois de passarem um semestre em intercâmbio na Universidad del Pacifico, em Santiago. Ana Cristina Weber Marchi e Henrique Manorov Mohr, de Maravilha; Aline Regina Hanauer, de Guaraciaba; Luana Jamila Bento Bittancourt, de Dionísio Cerqueira; Mairon Rodrigues, de Mondaí e Adriano Schäefer, de Itapiranga, estiveram de março a julho no Chile, no intercâmbio proporcionado pela Unoesc.
A coordenadora do Curso de Psicologia da Unoesc, professora Lisandra Antunes de Oliveira, avalia o intercâmbio como uma forma de crescimento para os acadêmicos e para o Curso de Psicologia da Unoesc. “Como o próprio nome diz: intercâmbio é uma troca entre países diferentes, culturas diferentes, aprendizados diferentes e, principalmente, o convívio com a diversidade”, acrescenta.
Vida acadêmica no Chile
No Brasil, a Psicologia praticada segue basicamente três linhas principais: a Cognitiva, a Psicanálise e a Humanista. O estudo em Psicologia, no Chile, tem o foco na abordagem Transpessoal, que pode ser entendida como o estudo das possibilidades psíquicas – mentais, emocionais, intuitivas e sensoriais do ser humano, pelos diferentes estados e/ou graus de consciência.
A grade curricular do Curso na Universidad del Pacifico contempla disciplinas como: Meditação e Yoga. “Essas atividades possibilitam o auto-conhecimento. Aqui, os professores aconselham nós, futuros psicólogos, a fazermos psicoterapia fora do horário de aula, para nos conhecermos melhor. Lá no Chile, existe a possibilidade de fazermos disciplinas no curso para isso”, destaca Aline.
Pretensões
Pouco tempo se passou, mas muita coisa se aprendeu. ‘Virar-se sozinho’ significou para o estudante se sentir mais preparado e seguro para encarar a vida e o mundo do trabalho. “Voltei mais centrada no meu compromisso como futura psicóloga”, destaca Aline, que pretende se dedicar ainda mais aos estudos e trabalhar no Chile. “Quero construir uma carreira lá. Fiz muitos contatos, percebo que há muitas oportunidades na área. Vou me esforçar muito para conseguir atingir meu objetivo”, comenta.
A maior lição que Adriano trouxe do intercâmbio foi aprender a viver o presente. “Não sei o que será da minha vida amanhã. Lá, aprendi a aproveitar da melhor forma o dia-a-dia. O meu desejo é voltar para o Chile e rever as amizades. Por enquanto, vou continuar me dedicando aos estudos”, afirma.
Ana Cristina voltou de Santiago com uma certeza. “Quero estudar várias línguas. Isso ajuda muito. Vou me dedicar aos estudos e depois pretendo fazer mestrado. Mas foi uma experiência muito boa, que só tenho a agradecer”, acrescenta.
Segundo a coordenadora do Curso no Campus de São Miguel do Oeste, Lisandra Antunes de Oliveira, é impressionante o quanto os acadêmicos amadureceram. “Trouxeram na bagagem muita experiência, muitas vivências, muitos conhecimentos e aprenderam a dar importância para o que possuem. Eles foram com muito medo e receio do que iriam encontrar, medo do desconhecido e voltaram com muita segurança, disciplinados, respeitando as diferenças e, principalmente, com uma vontade muito grande de contribuir com o seu País”, destaca.