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Graduação

FUNOESC: 45 anos de ensino superior no Oeste de Santa Catarina

  Instituição já formou mais de 30 mil profissionais   No dia 22 de novembro de 1968, o grande Oeste de Santa Catarina mudou os rumos de sua história. Nesse dia, o município de Joaçaba sancionou a Lei nº 545, criando a Fundação Universitária do Oeste de Santa Catarina, primeira fundação educacional da região. Era […]


 

Instituição já formou mais de 30 mil profissionais

 

No dia 22 de novembro de 1968, o grande Oeste de Santa Catarina mudou os rumos de sua história. Nesse dia, o município de Joaçaba sancionou a Lei nº 545, criando a Fundação Universitária do Oeste de Santa Catarina, primeira fundação educacional da região. Era o início de um sonho coletivo, alimentado por uma comunidade que desejava mais do que o ensino superior no interior do Estado, desejava ter mais oportunidades, ver sua cidade e sua região crescerem, e apostava no modelo comunitário para tornar isso realidade.

Depois da FUOC foram criadas outras fundações em municípios como Videira, Caçador, Concórdia, Curitibanos, Chapecó e São Miguel do Oeste. Todas enfrentavam as mesmas dificuldades para criar e manter seus cursos. Eram entidades de direito privado, que precisavam achar meios de se sustentar e se desenvolver. Além dos escassos recursos financeiros, havia dificuldade de aprovação de cursos junto ao MEC, nenhuma estrutura física, falta de professores, etc. A ajuda dos municípios, de empresários e de outras instituições de educação, como escolas, era uma forma de amenizar esses problemas. Aos poucos foram sendo implantados os primeiros cursos – Administração, Ciências Contábeis, Direito, Pedagogia… –, construídos os primeiros prédios e superadas as maiores dificuldades. Também foi se estreitando relações entre as fundações de diferentes cidades e sendo alinhada a ideia de unir forças para a criação de uma Universidade.

Somente em 1991, depois de muitas tratativas, a ideia tornou-se realidade. Nesse ano, o Ministério da Educação autorizou o projeto de Universidade, reunindo a estrutura da FUOC, da Fundação Educacional do Alto Vale do Rio do Peixe (Femarp), de Videira, e da Fundação Universitária do Desenvolvimento do Oeste (Fundeste), de Chapecó. Esta última também trouxe para a Funoesc – como ficou denominada a FUOC depois de uma reestruturação estatutária para a criação do projeto de Universidade – as iniciativas existentes em São Miguel do Oeste e Xanxerê, onde existiam a Fundação Educacional do Extremo Oeste de Santa Catarina (Funesc) e a Fundação Educacional dos Municípios do Alto Irani (FEMAI).

 

A Funoesc hoje

Quatro décadas e meia após o primeiro passo e quase 20 anos depois que a Unoesc foi credenciada como Universidade pelo Ministério da Educação, o que ocorreu em 1996, a Funoesc é uma instituição consolidada. Já formou mais de 30 mil profissionais e a Universidade tem 11 unidades em cidades localizadas desde o Extremo-oeste até o Vale do Rio do Peixe: Campos Novos, Capinzal, Chapecó, Fraiburgo, Joaçaba, Maravilha, Pinhalzinho, São José do Cedro, São Miguel do Oeste, Videira e Xanxerê. Juntas, essas unidades e duas escolas de ensino médio existentes em Videira e Xanxerê somam mais de 21 mil alunos. São 56 cursos de graduação, 71 de especialização e quatro mestrados.

Em 2005, a fundação tornou-se também mantenedora do Hospital Universitário Santa Terezinha (HUST), de Joaçaba. Esse hospital havia sido criado por uma associação formada por pessoas da comunidade ainda na década de 1940, mas, 60 anos mais tarde, viu na Funoesc a chance de sair de uma situação financeira delicada e de melhorar sua infraestrutura física e tecnológica, na época defasada.

Hoje, as duas mantidas – Universidade e Hospital – têm, juntas, uma dimensão que supera muitos municípios da região: um orçamento anual de aproximadamente R$ 180 milhões para atender a um universo que supera 160 mil pessoas. E esse número representa apenas a quantidade de estudantes vinculados à Unoesc e o número de pacientes atendidos a cada ano no HUST (em 2012, foram mais de 148 mil pessoas), sem considerar as parcerias, projetos sociais e o impacto social que as duas mantidas representam para os municípios e a região onde estão inseridas.

Conforme o professor Genésio Téo, presidente da fundação e Vice-reitor do Campus de Xanxerê, o principal desafio da Funoesc nos dias atuais é manter-se sólida, para que a Universidade e o Hospital possam atender aos seus objetivos.

“Felizmente, a Funoesc sempre teve uma cultura da seriedade com aquilo que é o bem econômico e com a sua situação econômico-financeira. Houve problemas, mas, nos últimos 12 anos, realizamos um trabalho muito sério, no sentido de pensar a solidez, para que a fundação possa atender todos os seus objetivos. E minha principal preocupação é manter uma equipe comprometida com isso”, diz.

 

Unoesc

No ano em que a Funoesc completa 45 anos, a Unoesc entra em uma fase de amadurecimento no mundo da ciência. Três dos quatro Programas de Pós-graduação Stricto Sensu existentes na instituição foram implantados em 2013. Com a criação de mais cursos de mestrado e o direcionamento da Reitoria, a Universidade também fortalece seu processo de internacionalização, que envolve desde o intercâmbio de alunos e professores, até parcerias em pesquisas e publicações conjuntas com cientistas de vários países. Ao contar somente aquelas instituições com que a Unoesc possui convênio bilateral para mobilidade acadêmica e cooperação cientifica, chegam a 18 as universidades estrangeiras com que a Unoesc mantém parcerias.

Ocorre, também, a expansão da graduação, com a implantação de cursos voltados a novas áreas de formação, e a oferta, em mais de um local, daqueles já consolidados em um ou mais Campi e estratégicos para o desenvolvidos dos municípios e das regiões que formam o chamado grande Oeste de Santa Catarina. Na pós-graduação Lato Sensu, a Universidade possui um catálogo com mais de 200 cursos e está constantemente criando novos projetos, de modo a atender as demandas de formação especializada observadas no mercado de trabalho.

Junto com a oferta de formação nesses três níveis (graduação, especialização e mestrado), há uma preocupação constante com o perfil dos profissionais formados, voltado ao empreendedorismo e à inovação. Esses conceitos são introduzidos em todas as áreas do conhecimento e a Universidade ainda possui uma pré-incubadora tecnológica para prestar assessorias a projetos de empreendimentos inovadores.

 

Impacto social

O impacto da formação de profissionais em nível superior é a contribuição natural da Unoesc para o desenvolvimento regional, conforme mostra o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Glauco José Côrte: “a Unoesc exerce papel fundamental para o desenvolvimento socioeconômico da Região Oeste, por meio da formação e qualificação e da produção do conhecimento”, afirma.

O mesmo pensamento é compartilhado pelo presidente do Conselho Estadual de Educação, Maurício Fernandes Pereira: “A visão da distribuição de campi e unidades de oferta de educação superior comunitária no mapa de Santa Catarina deixa claramente marcada a presença da Fundação Unoesc […]. E não se trata de uma presença passiva. Trata-se de promoção do desenvolvimento regional, em seus diferentes aspectos. Hoje é impossível pensar o desenvolvimento do grande Oeste de Santa Catarina sem pensar nos resultados produzidos por todas as ações desenvolvidas sob a mantença da Fundação Unoesc.”

Essa contribuição para o desenvolvimento regional, de que falam os presidentes da FIESC e do CEE, vai além da formação profissional. Por meio das atividades de extensão e da prestação de serviços – que anualmente beneficiam milhares de pessoas da comunidade – e, ainda, da interação com outras entidades sociais, a Unoesc desempenha uma função social junto às comunidades onde está inserida. Exemplo disso é a articulação que realizou, junto com a própria FIESC, para criação do Fórum de Competitividade e Desenvolvimento da Região Oeste de Santa Catarina, uma rede e estrutura de governança que envolve diversas entidades e visa ao estabelecimento de políticas, estratégias e ações voltadas ao incremento da competitividade de toda a região Oeste, que tem mais de um milhão de habitantes.

E como 45 anos representam apenas os primeiros passos de uma instituição que está chegando a uma fase de maturidade no mundo da ciência, a Universidade ainda tem muitas conquistas a alcançar. Para o futuro, os principais projetos concentram-se na ampliação do Stricto Sensu, com a oferta de mais cursos de mestrado e também de doutorado, a busca da excelência acadêmica em todos os níveis de ensino e a expansão de áreas estratégicas para o desenvolvido da região, além da ampliação física e de investimentos em recursos tecnológicos para a melhria do atendimento no HUST.

“A evolução da vida social, científica, política e econômica é muito complexa. Há 45 anos, não se imaginava o que seria a Unoesc hoje. O que esperamos para o futuro é que ela se consolide como um instrumento de desenvolvimento, como são as Universidades nos países desenvolvidos” diz o Reitor, Aristides Cimadon, acrescentando que “é impossível pensar em crescimento, desenvolvimento e qualidade de vida, sem pensar em ciência, conhecimento e formação de pessoas”.

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