Fórum Nacional de Pró-Reitores busca diálogo com candidatos que disputarão as eleições de 2018
Tendo em vista a importância das eleições para o futuro do país, particularmente para as áreas de educação, ciência, tecnologia e inovação, o Diretório Nacional do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (Foprop) elaborou um documento institucional contendo um conjunto de subsídios para o debate que os institutos de pesquisa e as instituições […]
Publicado em 27/06/2018
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Tendo em vista a importância das eleições para o futuro do país, particularmente para as áreas de educação, ciência, tecnologia e inovação, o Diretório Nacional do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (Foprop) elaborou um documento institucional contendo um conjunto de subsídios para o debate que os institutos de pesquisa e as instituições de ensino superior farão com os candidatos a deputados estaduais e federais, a senadores, a governadores e a presidente da República.
Após cerca de dois meses de trabalho, o Diretório Nacional aprovou o documento na última reunião realizada em Brasília, no dia 8 de junho. Tendo em vista o curto espaço de tempo de campanha para conseguir agenda com os presidenciais, o Foprop decidiu compartilhar esse documento, para que as instituições, nas diferentes regiões e estados onde atuam, possam organizar e promover a interlocução com os candidatos a diferentes cargos eletivos, tanto ao legislativo quanto ao executivo.
Para o representante da Unoesc no Diretório Nacional do Foprop, o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão, Fábio Lazzarotti, as decisões políticas influenciam fortemente os rumos da educação, ciência e tecnologia do país. Segundo o pró-reitor, são essas áreas que definem a soberania de uma nação.
— Por essa razão, entendemos que os investimentos nessas áreas devem ser permanentes. O Brasil precisa ter uma política de Estado e planejamento de longo prazo, com metas e ações claras e com um orçamento específico para o desenvolvimento educacional, científico e tecnológico. Ninguém é imune a crises econômicas ou políticas. Mas o país poderia minimizar os efeitos das crises se atuasse com políticas afirmativas e maiores investimentos na educação, especialmente no campo da educação básica — declarou Lazzarotti.
O documento destaca a importância estratégica e o protagonismo da Ciência, Tecnologia e Inovação na estrutura da administração pública federal, bem como o impacto dessas áreas no desenvolvimento do país. O mesmo propõe 12 ações políticas para subsidiar o diálogo e o debate nas instituições com os candidatos. Entre esses pontos, estão o investimento na base do sistema de ensino – a Educação Básica, bem como o fortalecimento das Secretarias Estaduais de Ciência Tecnologia e Inovação e das fundações de amparo à pesquisa.
Outros aspectos levantados pelo documento, é a recomposição do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e o fortalecimento dos programas destinados à formação em pesquisa de estudantes de ensino médio (PIBIC-EM) e de graduação (PIBIC, PIBITC etc) implementados pelo CNPq e pelas Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa. Além disso, o documento propõe a manutenção e ampliação do Portal Periódicos Capes, que permite acesso livre aos mais importantes periódicos do mundo.