Página inicial O que acontece Fórum define prioridades para o grande oeste catarinense
Graduação Chapecó

Fórum define prioridades para o grande oeste catarinense

As prioridades regionais – a maioria delas concentradas na área da infraestrutura de transportes – foram definidas nesta semana pelo Fórum de Competitividade e Desenvolvimento para a Região Oeste de Santa Catarina e serão apresentadas e sustentadas em diversas esferas da administração pública estadual e federal. A reunião foi coordenada pelo vice-presidente do Fórum e vice-presidente […]


As prioridades regionais – a maioria delas concentradas na área da infraestrutura de transportes – foram definidas nesta semana pelo Fórum de Competitividade e Desenvolvimento para a Região Oeste de Santa Catarina e serão apresentadas e sustentadas em diversas esferas da administração pública estadual e federal. A reunião foi coordenada pelo vice-presidente do Fórum e vice-presidente regional da Fiesc, Waldemar Antônio Schmittz, nesta semana, no campus da Unoesc, em Chapecó, com a participação de 60 membros. Schmittz defendeu uma política especial de estímulos ao oeste catarinense, em razão da grande distancia dos centros de consumo. Justificou que tão importante quanto as obras de infraestrutura reclamadas pela região é a formulação de uma política de apoio ao desenvolvimento oestino. Essa medida é vital para assegurar a competitividade e a expansão das empresas e a atração de novos empreendimentos.

Outra reivindicação é a duplicação ou a readequação da rodovia federal BR-282, principal via de acesso de escoamento da produção do oeste catarinense aos portos e aos grandes centros brasileiros de consumo. Somente a produção agroindustrial, soma mais de 500 mil toneladas de produtos na linha de carnes, grãos e lácteos transportados todo mês. Essa rodovia tornou-se um gargalo logístico para o transporte de toda a produção agropecuária da região oeste. Incluem-se nessa categoria a readequação de trechos das rodovias BR-153, BR-158 e BR-163.

Ainda no setor rodoviário, o Fórum reivindica a aceleração das obras de duplicação do acesso de Chapecó a BR-282. O cronograma da obra é muito elástico e os serviços estão sendo executados com lentidão.

Apesar da importância e da necessidade imediata de investimentos no sistema rodoviário, as lideranças regionais consideram que, a médio e longo prazo, o futuro da região dependerá da construção do sistema ferroviário com duas vertentes. A ferrovia interestadual (norte-sul) ligando Santa Catarina ao centro oeste para garantir matéria-prima às agroindústrias e uma ferrovia intraterritorial de ligação oeste-leste para escoamento da produção agroindustrial aos portos marítimos, em território catarinense.

Para o Aeroporto Serafim Enoss Bertaso, de Chapecó, o Fórum reivindica a construção de uma nova casa de passageiros e a instalação de equipamento de proteção ao vôo. Considerado uma importante ferramenta geradora de negócios, possibilitando que o Oeste de Santa Catarina se conecte aos mais importantes centros empresariais do país e do mundo, o Aeroporto de Chapecó é um dos mais movimentados do sul do Brasil.

O Fórum também posicionou-se contrário a demarcação de áreas indígenas e quilombolas e pela melhoria do sistema de fornecimento de energia elétrica ao grande oeste catarinense. Na esfera ambiental, o Fórum pede ampliação da estrutura da FATMA para maior rapidez na aprovação dos processos de licenciamentos e estudos técnicos e ações de despoluição nas fontes de água para residências e indústrias.

A melhoria dos serviços de telefonia móvel e de internet foi pauta defendida pelo presidente da Associação Polo Tecnológico do Oeste Catarinense (Deatec), Ernani Zottis, A internet e a telefonia móvel são de péssima qualidade e estão muito abaixo dos padrões mínimos de eficiência admissíveis, hodiernamente, em todo o mundo.
Outra questão em debate é uma injustiça que precisa ser reparada. Os municípios portuários ficam com o resultado econômico da atividade agroindustrial exportacionista desenvolvida no grande oeste catarinense, na forma de retorno do ICMS. Isso ocorre porque as agroindústrias – em obediência a legislação – transferem para o porto a produção exportável a preços de custos. Somente quando a mercadoria é embarcada, o faturamento é processado a preços finais de venda. Dessa forma, o valor adicionado (base de cálculo para definição do índice de retorno do ICMS) fica creditado para aquela cidade litorânea.

COLEGIADO
O Fórum, que foi instalado em junho deste ano, tem caráter de um órgão técnico de articulação, orientação e integração regional na definição de diretrizes voltadas à competitividade e ao desenvolvimento do oeste. A iniciativa é resultado de uma mobilização provocada pela FIESC e pela Unoesc, envolvendo empresários, pesquisadores e lideranças políticas e econômicas do Oeste Catarinense.

Receba as novidades da Unoesc

Usaremos seus dados para entrar em contato com você sobre informações correlacionadas que podem ser de seu interesse. Você pode cancelar o envio da divulgação, a qualquer momento. Para mais detalhes, leia nossa política de privacidade.