Fórum defenderá o desenvolvimento e a competitividade do Oeste Catarinense
Competitividade e desenvolvimento do Oeste de Santa Catarina foi o tema de uma reunião realizada na noite de segunda-feira (25) em Joaçaba, com a participação de lideranças políticas e empresariais, dirigentes universitários e empresários da região. O encontro, promovido pela Unoesc e a FIESC, teve o propósito de mobilizar a sociedade civil organizada para a […]
Publicado em 27/03/2013
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Competitividade e desenvolvimento do Oeste de Santa Catarina foi o tema de uma reunião realizada na noite de segunda-feira (25) em Joaçaba, com a participação de lideranças políticas e empresariais, dirigentes universitários e empresários da região. O encontro, promovido pela Unoesc e a FIESC, teve o propósito de mobilizar a sociedade civil organizada para a criação de um fórum regional que possa discutir e defender os interesses dos oestinos.
Conforme explicou o moderador do debate, professor Gilberto Pinzetta, a ideia surgiu em um seminário sobre desenvolvimento regional realizado pelas duas entidades em Chapecó, em 2011. Naquela ocasião, foi constatada a necessidade de mobilização nas demais microrregiões que formam o grande Oeste Catarinense para a criação de um órgão capaz de identificar os entraves que se apresentam ao desenvolvimento da economia e da competitividade da região, discutir propostas concretas para superar estas dificuldades e defender estes interesses junto às diferentes esferas, governamentais ou não.
– Precisamos saber o que se quer para o Oeste e negociar isso – afirmou.
A reunião desta segunda-feira teve dois painéis, apresentados por Paulo de Tarso Guilhon, consultor do Sistema FIESC, e Sérgio Antônio Migliori, consultor empresarial e professor da Unoesc. Paulo abordou a diferença na divisão da carga tributária entre municípios, estados e União, o conceito de desenvolvimento local integrado descentralizado, o atraso da região Oeste frente ao ritmo de desenvolvimento de outras regiões do Estado e a necessidade de parceria entre os diferentes atores da sociedade civil para melhorar este quadro.
– O fórum é fundamental para tirar o oestino do atraso econômico em que ele está – defendeu.
O segundo expositor abordou alguns dos principais dificuldades enfrentadas na região, como os problemas de infraestrutura rodoviária, ferroviária, aduaneira, energética, de telecomunicações e de segurança; o desequilíbrio entre o volume de exportações e importações; o fenômeno da litoralização; a falta de mão de obra qualificada em muitos setores; a finalização do ciclo agroindustrial e a migração da agroindústria para outras regiões do país.
– Qual será o próximo ciclo econômico da região Oeste? – provocou o professor, explicando que, assim como a agroindústria substituiu o setor madeireiro e foi o carro chefe da economia da região desde a década de 1970, hoje novos setores econômicos precisam ser fomentados, uma vez que a agroindustria deixou de suprir toda a demanda de desenvolvimento regional.
A reunião também teve a participação do vice-presidente regional do Sistema Fiesc, Anselmo Zanellato.
Polo de Inovação
Os participantes do encontro mencionaram algumas ações já iniciadas no Meio-oeste com vistas à mudança do cenário econômico da região. Uma delas é o Polo de Inovação Inovale, cuja criação foi resultado de uma pesquisa desenvolvida pela Unoesc com a parceria de diversas entidades da região. Esta pesquisa apontou os setores econômicos que se mostram promissores, estimulou a criação do Polo de Inovação e de uma série de ações que serão colocadas em práticas por este órgão.
Próximos encontros
A reunião realizada em Joaçaba foi a segunda de um ciclo de cinco encontros. O primeiro foi em São Miguel do Oeste, no início deste mês, e as próximas serão em Concórdia, Videira ou Caçador e Chapecó. Nesta última, prevista para a segunda quinzena de abril, os idealizadores pretendem formalizar a criação do Fórum, com a participação de representantes de todas as microrregiões.