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Fiesc defende gestão profissional para melhorar educação

A administração das escolas precisa ser profissional e deve considerar pelo menos cinco grandes eixos: gestão pedagógica, gestão contábil, gestão de pessoas, gestão da informação, gestão da infraestrutura e gestão territorial. Esta é uma das conclusões do evento realizado nesta segunda-feira (21), em Chapecó, que faz parte da série “Diálogos sobre Gestão da Educação”, promovida pela Federação […]


A administração das escolas precisa ser profissional e deve considerar pelo menos cinco grandes eixos: gestão pedagógica, gestão contábil, gestão de pessoas, gestão da informação, gestão da infraestrutura e gestão territorial. Esta é uma das conclusões do evento realizado nesta segunda-feira (21), em Chapecó, que faz parte da série “Diálogos sobre Gestão da Educação”, promovida pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc). O evento contou com o apoio institucional da Unoesc Chapecó através do Centro de Gestão e Empreendedorismo (CGE).

— Pesquisas indicam que uma educação de qualidade está diretamente relacionada com a boa gestão escolar. Portanto, nós temos essa missão de provocar, motivar as escolas, os secretários de educação, os diretores de escola a se profissionalizarem para poderem executar uma boa gestão escolar — afirmou o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, que lidera os debates.

Conforme o consultor do “Movimento a Indústria Pela Educação”, Mozart Neves Ramos, que participa dos eventos e é diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna, nos dias atuais, os administradores precisam buscar novas formas de atuação, construindo parcerias em busca de melhores resultados. No passado, o foco da gestão no âmbito da educação era especialmente direcionado ao pedagógico. Com a complexidade dos tempos, marcada por fortes descontinuidades tecnológicas, a escola precisou se reinventar, buscar novas formas de atuação e parcerias em busca de melhores resultados.

Isso vem exigindo o alargamento da visão do papel da gestão. Novos tempos exigem novas posturas, em que a qualidade da gestão e sua profissionalização passam a ser determinantes para enfrentá-los. Segundo Mozart, 43% dos diretores de escolas são formados em Pedagogia, curso que não tem disciplinas na área de gestão — seja financeira, de recursos humanos e outros. 

O vice-presidente da Fiesc para o Oeste, Waldemar Schmitz, defendeu uma maior eficiência nos gastos do governo no setor.

— Devemos integrar os valores, os conhecimentos da iniciativa privada à gestão pública — disse.

A melhoria da gestão educacional é o tema de 2016 do “Movimento a Indústria pela Educação”. Em 2015, o tema abordado foi a família na escola, e o ano que vem serão os professores.

Movimento

Lançado em 2012 pela Fiesc, o “Movimento a Indústria pela Educação” estimula a indústria a investir na elevação da escolaridade do trabalhador. Quando a iniciativa começou, 53% dos trabalhadores da indústria tinham escolaridade básica completa, segundo a RAIS. Hoje já são 56%.

São mais de 2,2 mil signatárias entre indústrias e apoiadores, além de parcerias relevantes, entre elas, a Federação dos Trabalhadores, a Secretaria de Estado da Educação, o Google for Education e os Institutos Ayrton Senna e Natura. Em 2016, a Fecomércio e a Faesc também se uniram à iniciativa. Com a entrada da Fetrancesc, prevista para as próximas semanas, o Movimento deve ser renomeado para Santa Catarina pela Educação.

*Texto MB Comunicação

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