Falsas memórias e a condenação de inocentes foi tema de palestra em Videira
O curso de Psicologia da Unoesc Videira realizou, na quinta-feira, 21, a palestra Falsas Memórias – Do dia a dia à condenação de inocentes. O encontro, realizado no auditório do campus reuniu acadêmicos do curso, professores, profissionais da área e a comunidade. O tema foi proferido pelo mestre e doutorando em Psicologia, William Weber Cecconello, […]
Publicado em 22/11/2019
Por
O curso de Psicologia da Unoesc Videira realizou, na quinta-feira, 21, a palestra Falsas Memórias – Do dia a dia à condenação de inocentes. O encontro, realizado no auditório do campus reuniu acadêmicos do curso, professores, profissionais da área e a comunidade. O tema foi proferido pelo mestre e doutorando em Psicologia, William Weber Cecconello, autor de pesquisas sobre memórias de vítimas de testemunhas e aplicação de sistema de justiça.
Segundo o palestrante, a memória de vítimas e testemunhas pode ser a única evidência de um crime, entretanto, ela é suscetível a diversas falhas, e a maior de todas elas, talvez, sejam as denominadas falsas memórias.
Durante a palestra, Cecconello mostrou exemplos de pessoas que foram condenadas após serem reconhecidas por vítimas de crimes que não cometeram.
— Hoje se estima que falhas no reconhecimento de pessoas, são a maior causa de condenações de inocentes, chegando a 70% dos casos.
No entanto, William Weber Cecconello garante que, por mais que possamos ter falhas de memória, quando utilizadas com técnicas corretas, é possível conseguir informações com confiança e qualidade nos processos de investigação de supostos crimes. Neste processo, ele reiterou a importância do papel do profissional da Psicologia para reduzir o número de condenação injustamente no Brasil.
Para Cecconello, a Psicologia Jurídica é uma área em franca ascensão no Brasil e lançou desafio aos futuros profissionais psicólogos a trilharem esse caminho.
— Precisamos de pessoas cada vez mais qualificadas, porque o conhecimento da Psicologia é útil para todas as áreas, mas principalmente no sistema judiciário que hoje ainda é pouco explorado— completou.