Estudantes de Psicologia visitam entidades de assistência a pessoas com necessidades especiais
Acadêmicos da 4ª fase do curso de Psicologia da Unoesc Videira realizaram viagem de Estudo, nos dias 15 e 16 de outubro, a São José, região metropolitana de Florianópolis. Na oportunidade estiveram na Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE), Associação Catarinense Para Integração do Cego (ACIC) e Hospital Psiquiátrico (IPQ) Colônia Santa. Também conheceram o […]
Publicado em 23/10/2017
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Acadêmicos da 4ª fase do curso de Psicologia da Unoesc Videira realizaram viagem de Estudo, nos dias 15 e 16 de outubro, a São José, região metropolitana de Florianópolis. Na oportunidade estiveram na Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE), Associação Catarinense Para Integração do Cego (ACIC) e Hospital Psiquiátrico (IPQ) Colônia Santa. Também conheceram o Mercado Público Municipal, Igreja e Praça da Figueira e Beira Mar Norte.
O Eixo Estruturante nesta fase, explica a professora Taisa Trombertta DeMarco, coordenadora do curso, é aprendizagem e desenvolvimento pessoal, com os componentes Psicologia das Habilidades Sociais, Psicologia Social, Psicopatologia I, Psicologia da Aprendizagem, Psicodiagnóstico, Psicologia e Pessoas com Deficiência, Processos Psicológicos Básicos II, Corporiedade e Psicomotricidade e Estágio IV.
— Nesta fase, os alunos junto aos componentes curriculares cursados, iniciaram a prestação de serviço comunitário em parceria com a Prefeitura Municipal para realização de psicodiagnóstico e conhecer a Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE) e a associação Catarinense Para Integração do Cego (ACIC) oportuniza a os alunos,conhecerem as metodologias, recursos e processos vinculados à área das deficiências. No instituto,tiveram a oportunidade de observar ações efetivas na área de inclusão das diferentes deficiências, sendo este espaço reconhecido nacionalmente como referência — Comentou.
Já, o estudo da saúde mental - comenta a professora da Unoesc - situa-se num campo interdisciplinar complexo, abrangente, pouco examinado e se encontra em componentes como a psiquiatria clínica, economia política, biologia, sociologia, antropologia, psicologia experimental e clínica, toxicologia, epidemiologia, entre outras.
Ao analisar essa relação, é importante, também, refletir sobre o que é saúde. Nesse sentido, Dejours (1986), salienta que o estado de bem-estar bio-psico-social é apenas virtual, pois nunca pode ser alcançado e, se o for, não pode ser permanente. Na verdade, entender a saúde como um estado, na sua concepção, é equivocado e é proposta outra visão, em que o núcleo do conceito de saúde, ao invés de ser um estado é, na verdade, a variabilidade, ou seja, a cada momento somos diferentes.
Para isso, recorre ao que a fisiologia, a psicossomática e a psicopatologia abordam em comum, o fato de que os organismos vivos e, dentre eles, os homens, serem caracterizados pelo movimento e não pela estabilidade. Por exemplo, para a fisiologia, o estado estável, no limite, significa a morte do organismo.
Por fim, saúde não é a ausência de sofrimento e de dor, mas sim, ter condições e instrumentos para interferir no que os causam (DEJOURS, 1986). Concluindo, o estudo da saúde mental e da psicopatologia deve se embasar na maneira como uma sociedade articula e reage à anormalidade ou normalidade, pois dependem dos seus valores, suposições sobre a vida e o comportamento humano. Na Europa medieval, a anormalidade era frequentemente atribuída a causas sobrenaturais como demônios, e o tratamento envolvia preces e diversas formas de exorcismo.
Na sociedade norte-americana, que se baseia na ciência e nos “milagres da medicina moderna”, o comportamento anormal é considerado uma doença mental e tratado, frequentemente, com drogas. Essas diferentes visões antigas não foram descartadas pela ciência psicológica, mas sim, aprofundadas, quando surgem novas formas de compreender a saúde, o normal, o anormal, e esse é o objetivo da viagem ao Hospital Psiquiátrico Colônia Santana.