Estudantes de Agronomia conhecem processo de geração de energia a partir de dejetos suínos
Os acadêmicos do curso de Agronomia, da Unoesc Xanxerê, realizaram visita de estudo na propriedade do produtor Anélio Thomazzoni, localizada em Vargeão. A atividade integrou o componente curricular de Agroenergia, ministrado pelo professor Volmir Frandoloso. A atividade objetivou conhecer uma experiência em produção de energia a partir de dejetos suínos — conhecida como suinocultura de […]
Publicado em 24/06/2016
Por Unoesc
Os acadêmicos do curso de Agronomia, da Unoesc Xanxerê, realizaram visita de estudo na propriedade do produtor Anélio Thomazzoni, localizada em Vargeão. A atividade integrou o componente curricular de Agroenergia, ministrado pelo professor Volmir Frandoloso.
A atividade objetivou conhecer uma experiência em produção de energia a partir de dejetos suínos — conhecida como suinocultura de baixa emissão de carbono —, o que possibilita sanar problemas decorrentes da atividade, com soluções ambientalmente sustentáveis e economicamente viáveis.
A propriedade visitada faz o aproveitamento e destino adequado dos dejetos animais produzidos na granja, a qual gera, diariamente, cerca de 150.000 litros de dejetos, oriundos de um rebanho de 26.300 animais alojados. Nesse aspecto, o produtor Anélio Thomazzoni é pioneiro em Santa Catarina na geração de energia por meio de dejetos suínos, que transforma em biogás, energia elétrica e biofertilizante.
De acordo com o produtor, o aproveitamento econômico dos dejetos suínos tem sido de grande relevância para a sustentabilidade da granja.
— A utilização desses efluentes, por meio da biodigestão anaeróbica na produção do biogás e a transformação em energia térmica e elétrica, está tornando a propriedade autossustentável em produção de energia, além do biofertilizante, usado na adubação das áreas de forrageiras destinadas à produção de feno. Outra prática que merece destaque é a captação da água da chuva, que é armazenada em uma grande cisterna. Essas práticas em conjunto contribuem para fechar o ciclo — afirma.
Para o professor Volmir, essas iniciativas são vitais na produção de suínos.
— Em função da alta concentração dos rebanhos, os dejetos podem causar a degradação e exceder a capacidade de absorção dos ecossistemas locais, sendo causa potencial da poluição e dos problemas de saúde relacionados com matéria orgânica, nutrientes, patógenos e odores. Em termos comparativos, a geração de dejetos suínos corresponde a quatro vezes o equivalente populacional humano, o que é preocupante — observa.
Na avaliação da acadêmica Adriana da Silva, as viagens de estudos são fundamentais.
— São os momentos em que podemos confrontar a teoria com a prática e aplicar os conhecimentos adquiridos em sala de aula — analisa.
Produção catarinense é uma das maiores do Brasil
Santa Catarina atualmente é o estado com o maior rebanho de suínos do país. Historicamente, o estado mantém o maior efetivo da espécie (19,3%), seguido por Rio Grande do Sul (16%), Paraná (14,2%) e Minas Gerais (13,3%). Essa atividade que gera, aproximadamente, 12.371,7 m³/dia de dejetos, concentra um grande número de pequenos produtores que estão em busca de soluções tecnológicas que possibilitem um incremento de renda e ganho ambiental com destino adequado dos dejetos.