Estudantes contemplados com bolsas integrais efetuam matrículas
Nesta segunda-feira, os estudantes que foram selecionados pela Unoesc para receber as bolsas integrais possibilitadas através da Lei Estadual 14.876/2009 efetuaram suas matrículas. O vendedor Adriano José Terlan e a diarista Ana Paula Bertotti Neres estão entre os beneficiados com as bolsas integrais e se mostram felizes com a oportunidade de realizar o sonho de […]
Publicado em 26/04/2010
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Nesta segunda-feira, os estudantes que foram selecionados pela Unoesc para receber as bolsas integrais possibilitadas através da Lei Estadual 14.876/2009 efetuaram suas matrículas. O vendedor Adriano José Terlan e a diarista Ana Paula Bertotti Neres estão entre os beneficiados com as bolsas integrais e se mostram felizes com a oportunidade de realizar o sonho de cursar o ensino superior e o curso desejado.
Adriano mora com a mãe, dona de casa, em Herval d’Oeste e trabalha como vendedor em Joaçaba. Conta que sempre quis fazer um curso superior, mas não havia começado até então por falta de recursos. A notícia de que poderia fazer um curso de graduação inteiramente gratuito e sem precisar mudar de cidade foi a chance que ele esperava para correr atrás do seu sonho. “Além do conhecimento, um curso superior agrega muito valor ao profissional, proporciona mais reconhecimento e oportunidades no mercado de trabalho”, diz.
Ele reconhece que daqui a alguns anos, depois de formado, a oportunidade que está recebendo agora lhe proporcionará melhores condições de vida. “E todo mundo tem direito de crescer”, afirma.
Já Ana Paula, que mora em Joaçaba, diz que está muito feliz por poder cursar Ciências Biológicas de forma gratuita. “Esse é o curso que eu queria, mas não podia pagar”, diz. Ela é casada e tem uma filha de um ano. Estava cursando Gestão Ambiental em uma universidade de ensino a distância, cujo valor é mais baixo do que o curso de Ciências Biológicas em uma universidade de ensino presencial.
Reitor ressalta iniciativa do Estado
O reitor da Unoesc, Aristides Cimadon, elogia a iniciativa do deputado Jorginho Mello, autor do projeto, e do Estado de Santa Catarina em promulgar a Lei 14.876/2009, que traz importantes benefícios para os estudantes carentes, para os cofres públicos e para o desenvolvimento social de Santa Catarina.
“Infelizmente, o sistema educacional brasileiro é muito injusto. A escola pública não oferece condições de preparação para os estudantes terem formação suficiente para enfrentar a seleção de uma universidade pública gratuita. Esse programa é uma oportunidade ímpar para os jovens mais carentes, que sonham com uma sociedade melhor e com uma melhor condição de vida. E nós sabemos que no mundo inteiro a melhoria da qualidade de vida passa necessariamente por um curso superior”, afirma.
Para explicar a economia gerada para os cofres públicos, ele compara os investimentos necessários para a criação de vagas em universidades públicas gratuitas e o custeio de vagas em universidades públicas comunitárias: “Um estudante numa universidade pública custa entre U$ 11 e 15 mil ao Estado. Por outro lado, um estudante beneficiado através da Lei 14.876/2009, que carinhosamente chamamos de Lei Jorginho Mello, vai custar no máximo R$ 3 mil por ano aos cofres do Estado, valor que corresponde a 30% da mensalidade do curso”.
Os 70% restantes do valor da mensalidade são a contrapartida da própria universidade que recebe o aluno contemplado com a bolsa integral. Segundo Cimadon, mesmo assim é vantajoso para a universidade pública comunitária receber esses estudantes, pois as vagas que eles estão preenchendo eram ociosas. “Se a universidade não tivesse esse acadêmico, ela também não teria outro em seu lugar. Não ganharia nada pela vaga disponível e estaria com a sua infraestrutura ociosa”, explica.
“Essa lei é importante para o Estado de Santa Catarina, pois é uma possibilidade de melhoria das condições sociais. Na Unoesc eram 283 vagas e se inscreveram mais de 400 pessoas. Esses 283 que se formarão gratuitamente poderão mudar suas vidas e a sociedade. Aprovar uma lei desse calibre é uma iniciativa extremamente louvável do Estado e especialmente da Assembleia Legislativa”, conclui o reitor.