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Estudante do PPGA da Unoesc desenvolve pesquisa em universidade irlandesa


Um semestre marcado por experiências internacionais que impactaram a formação pessoal e profissional. Essa foi a vivência de Anni Kellen Cunico, estudante do Programa de Pós-graduação em Administração (PPGA) da Unoesc Chapecó. Contemplada pela mobilidade internacional, realizada por meio do Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE) da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), ela desenvolveu sua pesquisa na Trinity College Dublin, na Irlanda. O objetivo da experiência foi aprofundar, no campo teórico e metodológico, as principais abordagens da tese, que envolvem a flexibilidade cognitiva, a autoeficácia empreendedora e a capacidade de inovação.

Durante a mobilidade internacional, Anni destaca que o acesso à infraestrutura acadêmica da universidade, que inclui bibliotecas e bases de dados internacionais, possibilitou a identificação de novos artigos e referenciais teóricos fundamentais para a etapa de análise da tese.

— Além disso, as discussões acadêmicas, reuniões de orientação e feedbacks recebidos dos professores supervisores na Trinity proporcionaram novas perspectivas sobre o enquadramento teórico e metodológico do estudo. Essas interações contribuíram para refinar o posicionamento da pesquisa na literatura internacional e identificar possibilidades de futuras publicações científicas com os resultados da tese — reforça.

Sobre os principais aprendizados e as diferenças em relação ao ambiente acadêmico brasileiro, a estudante destaca a cultura de internacionalização e a troca acadêmica constante presente no ambiente universitário. Ela participou de seminários com professores convidados de instituições internacionais de referência, como a Harvard University e a UCL School of Management, de Londres, no Reino Unido.

— Essas experiências ampliam significativamente o contato com diferentes perspectivas teóricas, metodológicas e agendas de pesquisa discutidas globalmente. Outro aspecto marcante foi a diversidade internacional presente no campus. A convivência com estudantes e pesquisadores de diferentes países e culturas torna o ambiente acadêmico ainda mais enriquecedor, pois possibilita a troca de experiências, visões de mundo e abordagens científicas distintas — salienta Anni.

Colaborações futuras

Durante o período na Trinity, Anni estabeleceu conexões acadêmicas com os supervisores na instituição, abrindo possibilidades para o desenvolvimento de projetos conjuntos e a produção de artigos científicos em coautoria. A iniciativa fortalece a rede internacional de pesquisa vinculada ao tema da tese e também a integração com grupos de pesquisa do PPGA da Unoesc.

— Viver essa experiência foi uma oportunidade única e transformadora, tanto do ponto de vista acadêmico quanto pessoal. O período no exterior ampliou minha visão sobre o campo de pesquisa, fortaleceu minha formação científica e contribuiu para qualificar ainda mais o desenvolvimento da tese — detalha Anni.

Internacionalização

A tese de Anni é orientada pela coordenadora do PPGA, professora Sayonara de Fátima Teston. Em Dublin, os professores supervisores foram Ana Pérez Luño e Steven Kilroy, vinculados à Trinity Business School. Segundo a orientadora, professora Sayonara, a experiência representa amadurecimento e ampliação de repertório em um dos ecossistemas de inovação mais relevantes da Europa, com tradição no setor cervejeiro.

— O impacto é visível no amadurecimento da estudante. Ela deixa de olhar para as microcervejarias do Sul do Brasil apenas sob uma lente local e passa a compreendê-las dentro de uma cadeia global de valor. Além disso, o desenvolvimento da flexibilidade cognitiva, um dos temas de estudo, foi exercitado na prática ao vivenciar uma nova cultura, os métodos de trabalho distintos e o desafio de pesquisar e conviver em outro idioma — pontua.

Além disso, experiências como essa fortalecem a pesquisa científica por meio da validação internacional, do acesso a redes globais e da ampliação da visão sistêmica, ao observar como outros países lidam com a inovação e o empreendedorismo. A vivência permite ainda a proposição de soluções aplicadas à realidade nacional, fortalecendo o compromisso com o desenvolvimento sustentável e econômico.

Preparação

A professora ressalta que a preparação para uma experiência internacional deve ser estratégica e começar cedo. Entre as recomendações estão o monitoramento ativo de editais em agências de fomento, o fortalecimento do Currículo Lattes, a participação em grupos de pesquisa, o envolvimento em eventos científicos e a publicação de artigos, ações essenciais em um processo seletivo altamente competitivo. Também destaca a importância da proficiência no idioma e da conexão entre orientadores, além da necessidade de o estudante demonstrar interesse e alinhar sua pesquisa a temas de relevância internacional.

A estudante Anni aponta que a participação no doutorado sanduíche contribui diretamente para o processo de internacionalização do PPGA da Unoesc, ao ampliar a visibilidade internacional das pesquisas desenvolvidas no programa.

— Experiências como essa favorecem a circulação de conhecimento, a construção de redes de pesquisa e a possibilidade de projetos colaborativos entre pesquisadores brasileiros e internacionais, ampliando a inserção da Unoesc e do PPGA no cenário acadêmico internacional — finaliza.

 

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