Especialistas palestram sobre as tendências da economia nacional
Três renomados especialistas na economia nacional palestraram nesta sexta-feira sobre os cenários e tendências para o Brasil e o Meio-oeste de Santa Catarina, durante o Fórum de Líderes promovido pela Unoesc Campus de Joaçaba: o Secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Ariel Pares, o Diretor de Investimentos da Fundação dos Economiários Federais (Funcef), […]
Publicado em 03/09/2010
Por Unoesc
Três renomados especialistas na economia nacional palestraram nesta sexta-feira sobre os cenários e tendências para o Brasil e o Meio-oeste de Santa Catarina, durante o Fórum de Líderes promovido pela Unoesc Campus de Joaçaba: o Secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Ariel Pares, o Diretor de Investimentos da Fundação dos Economiários Federais (Funcef), Demósthenes Marques, e o economista e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Dr. Marcelo Curado.
Pares, que foi o primeiro a falar, apresentou o Plano Brasil 2022, que aponta metas e ações estratégicas para guiar o desenvolvimento do país agregando as prioridades de todos os ministérios e tendo o ano do bicentenário da Independência como prazo limite para serem realizadas. Segundo ele, esse é um experimento do governo federal que determina o planejamento para o período de três governos, o que é raro no país.
“O Brasil tem uma larga experiência de planejamento, mas geralmente num planejamento de governo. Nós estamos ensaiando um planejamento de longo prazo, combinando o que nós chamamos programação de curto prazo com o planejamento de 12 anos. Isso torna o planejamento crível, verdadeiro e possível. Mas um projeto desses não se faz somente com o governo, precisa do diálogo com a sociedade, pois é ela que vai garantir que, passado um governo, o seguinte tenha suas bases naquilo que foi pactuado”, afirmou.
Demósthenes e Curado falaram sobre as tendências do país e ressaltaram as oportunidades que regiões como a compreendida pela SDR Joaçaba terão diante dessas tendências. Curado mostrou que há uma tendência de crescimento da participação de produtos básicos na exportação brasileira, dizendo que esse é um ponto que preocupa.
“Temos que tomar cuidado para que o Brasil não se torne um exportador de produtos básicos, pois isso pode ser uma estratégia perigosa para o desenvolvimento do país. O Brasil deve exportar produtos básicos sim, mas também ter políticas que diversifique a sua exportação e inserção no mercado mundial. Do ponto de vista da região, a chave é ter um processo de inovação e diversificação da matriz produtiva, sem abandonar os setores tradicionais em que já tem competitividade”, afirmou.
Demósthenes ressaltou que o pais passa por uma situação de alinhamento de indicadores macroeconômicos muito positivos. Segundo ele, há uma percepção de crescimento em todo o país, que ocorre de forma mais intensa nas regiões que conseguem aproveitar melhor esse momento econômico pelo qual passa o país.
“Assim, as regiões que souberem se posicionar e definir um planejamento estratégico aproveitando a boa situação da economia nacional certamente vão poder se beneficiar disso e alcançar um desenvolvimento regional alinhado com as oportunidades e os cuidados da sustentabilidade social e ambiental, hoje considerados muito importantes para que o desenvolvimento ocorra”, disse.
Os debates foram mediados pelo professor Dr. Daniel Poletto Tesser, da Área de Ciências Sociais Aplicadas da Unoesc Joaçaba.