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Debate discutiu causas e consequências do suicídio

O curso de Psicologia da Unoesc Videira realizou, no dia 21 de setembro, uma palestra com o tema “Suicídio, falando abertamente”, ministrada por Abel Petter, técnico pericial da Secretaria de Segurança Pública e Instituto Geral de Pericias. O encontro abriu as portas para um amplo debate com a comunidade em geral e profissionais da área, que contou com a presença de […]


O curso de Psicologia da Unoesc Videira realizou, no dia 21 de setembro, uma palestra com o tema “Suicídio, falando abertamente”, ministrada por Abel Petter, técnico pericial da Secretaria de Segurança Pública e Instituto Geral de Pericias. O encontro abriu as portas para um amplo debate com a comunidade em geral e profissionais da área, que contou com a presença de acadêmicos do curso, professores, psicólogos, e pessoas da comunidade, procurando debater e conhecer melhor o fenômeno do suicídio como um campo de atuação dos profissionais das áreas da saúde física e mental.

Suicídio está entre as três maiores causas de mortes na faixa etária de 15 a 35 anos

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em termos globais, o número de mortes por suicídio vem crescendo. Em 2015, girou em torno de 800 mil pessoas que tiraram suas próprias vidas. O suicídio atinge, principalmente jovens estando entre as três maiores causas de morte na faixa etária de 15 a 35 anos.

No Brasil, de acordo com Ministério da Saúde, o índice de suicídios cresceu, comparando-se os anos compreendidos entre 2011 a 2015, de 10.490 mortes, representando 5,3 a cada 100 mil habitantes em 2011, para 11.736, ou seja, 5,7 a cada 100 mil em 2015.

Os resultados de diversos estudos apontam para múltiplos fatores associados e afirmam que a pessoa suicida vivencia intenso sofrimento, perdendo suas referências e não encontrando sentido para a vida, seja no ato suicida planejado, no ato impulsivo ou de forma indireta.

Segundo pesquisas, para cada suicídio, há em média 5 ou 6 pessoas próximas ao falecido, que sofrem consequências emocionais, sociais e econômicas. Nesse contexto, a dor e o sofrimento físico desempenham papel importante na fragilização e no desencadeamento do suicídio, associado aos fatores biopsicossociais.

Taisa Trombetta DeMarco, coordenadora do curso de Psicologia da Unoesc Videira, ressalta o papel da depressão interagindo com outras variáveis. Esta aparece como coadjuvante de complicações físicas e mentais, associada a perdas, quedas abruptas na vida socioeconômica, aposentadoria, endividamento ou processos existenciais de tristeza e melancolia.

Para tanto, ressalta-se a importância da escuta, na prevenção, para o alívio do sofrimento na tentativa de se evitar futuros suicídios. É importante ampliar as possibilidades que ajudam estudantes, profissionais e população compartilharem seus conhecimentos sobre o suicídio.

— Levar informação, conhecimento, esclarecimento, conscientização e desenvolver a prevenção acerca do fenômeno do suicídio, é muito importante, pois este hoje, é visto como um tabu que no silêncio, infelizmente, só cresce.— Ressaltou Taisa.

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