Cursos promovem debate sobre relações raciais no Brasil
Os cursos de Psicologia e Direito da Unoesc Pinhalzinho promoveram, neste mês, a palestra e o debate “Relações Raciais no Brasil Contemporâneo”. A palestra foi ministrada pela professora Claudete Gomes Soares. O debate foi mediado pela professora de Psicologia, Ana Paula Rison, e pelo professor de Direito, Robson Santos. A atividade iniciou com a exibição […]
Publicado em 28/05/2018
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Os cursos de Psicologia e Direito da Unoesc Pinhalzinho promoveram, neste mês, a palestra e o debate “Relações Raciais no Brasil Contemporâneo”. A palestra foi ministrada pela professora Claudete Gomes Soares. O debate foi mediado pela professora de Psicologia, Ana Paula Rison, e pelo professor de Direito, Robson Santos.
A atividade iniciou com a exibição de um vídeo e o depoimento de uma imigrante haitiana que sofreu racismo e xenofobia em Chapecó. A palestrante Claudete Soares contextualizou a fala da haitiana, a partir de referenciais teóricos, que discutem raça, racismo e “branquitude”. A palestrante abordou ainda sobre o lugar do negro na sociedade, os preconceitos e como é possível enfrentar práticas e concepções que excluem e segregam.
Segundo a coordenadora do curso de Direito, professora Gabriele Schmitz, a problemática que envolve as relações raciais no Brasil está muito presente nas discussões acerca dos Direitos Fundamentais.
— Nesse semestre, proporcionamos aos alunos debates com temas muito sensíveis e que devem ser tratados na graduação, especialmente para que os alunos desenvolvam uma visão mais democrática do Direito — avalia a professora.
O coordenador do curso de Psicologia, professor Álvaro Cielo Mahl, também destaca a importância do debate.
— É imprescindível que as áreas do conhecimento se dediquem em estudos e ações para problematizar, desmistificar e contribuir com estratégias de enfrentamento quanto a quaisquer práticas de preconceito — ressalta o professor.
Para a acadêmica Deise Santos Silva é imprescindível discutir o tema nas escolas e universidades.
— Eu tive a oportunidade de ingressar na universidade por meio da lei de cotas para negros. A implantação das ações afirmativas, na busca por igualdade racial no Brasil, já apresenta impactos positivos, aproximando a realidade do negro e do branco na sociedade — conclui a estudante.