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Graduação Campos Novos

Curso de Medicina Veterinária visita Centro de Controle de Zoonoses em Foz do Iguaçu

No dia 8 de maio, os acadêmicos da 7ª fase do curso de Medicina Veterinária da Unoesc Campos Novos, acompanhados das professoras Aline Kuhn Sbruzzi Pasquali e Tatiane Sarmento Martins realizaram uma visita ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) em Foz do Iguaçu (PR). O objetivo da atividade foi promover a integração dos estudantes […]


No dia 8 de maio, os acadêmicos da 7ª fase do curso de Medicina Veterinária da Unoesc Campos Novos, acompanhados das professoras Aline Kuhn Sbruzzi Pasquali e Tatiane Sarmento Martins realizaram uma visita ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) em Foz do Iguaçu (PR). O objetivo da atividade foi promover a integração dos estudantes com as atividades do Centro, verificando todas as ações do médico veterinário à frente desse local.

Os alunos participantes da atividade compõe a disciplina de Saúde Pública, que visa preparar para as ações do médico veterinário, na área de saúde humana e animal, com base no conceito de One health (Saúde Única) que é a união indissociável entre a saúde animal, humana e ambiental. Este conceito foi criado com o dever de prevenir e curar doenças dos animais, mas, tendo como objetivo principal o homem e o serviço maior à humanidade.

Tais doenças são denominadas de zoonoses e uma das entidades que mais atua nesse sentido é o Centro de Controle de Zoonoses de Foz do Iguaçu, sendo referência no Brasil pelas brilhantes ações direcionadas a saúde única, atuando fortemente no monitoramento da Raiva Animal, Leishmaniose Visceral Canina, Dengue e outras arboviroses, controle de vetores e animais sinantrópicos.  O Centro iniciou suas atividades em 1994 e é considerada a unidade mais ativa do Estado do Paraná. Conta com aproximadamente 174 funcionários, entre médicos veterinários, Técnicos em Zoonoses, Agentes de Combate às Endemias e técnicos da área de saúde, engajados em levar conhecimento à população e distribuição de armadilhas para captura de Culicídeos (mosquito).

Os acadêmicos foram recepcionados pelo médico veterinário e chefe do Centro de Controle de Zoonoses, Carlos Eduardo de Santi, que apresentou todas as ações e Coordenações de Programas de Saúde do local, em seguida, a médica veterinária e coordenadora de Controle de Zoonoses, Luciana Chiyo, falou sobre as medidas de controle e prevenção de raiva e leishmaniose visceral no município. O coordenador de manejo de Fauna sinantrópica nociva, Wagner Fabiano de Oliveira, explicou sobre os animais sinantrópicos e peçonhentos e as medidas de controle/manejo empregadas a cada um deles.  No local, os estudantes conheceram a rede de distribuição de dados, locais para quarentena de animais supostamente contaminados, equipamentos de prevenção ao mosquito (carro fumacê e costal) e laboratórios especializados na coleta de sangue e atendimento aos animais.

Em um segundo momento, ocorreu a visita técnica às instalações, que ficaram sob responsabilidade de Thiago Cavalcante, Coordenador de Educação em Saúde. Thiago apresentou toda a estrutura e explicou aos acadêmicos quais são as formas de conscientização e educação em saúde aplicadas pelo CCZ à população de Foz do Iguaçu.

De acordo com os palestrantes, o centro atende um município de aproximadamente 270 mil habitantes com técnicos a campo diariamente. O mapeamento é repassado ao controle de dados e processados nas dependências do Centro.

— Foz do Iguaçu está localizada na tríplice fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai) recebendo um fluxo continuo de turistas, sendo relevante a presença de um centro como esse atuante na região para prevenção e controle de doenças — comentou a professora Aline Kuhn Sbruzzi Pasquali.

Para complementar a viagem, os acadêmicos realizaram visita ao Parque Nacional do Iguaçu e uma visita técnica guiada ao Parque das Aves. No parque das aves foi possível aprender mais sobre o manejo e criação de aves silvestres em cativeiro.

Segundo a acadêmica Estelamaris Coth Batistella, a visita foi de grande valia, uma vez que pôde conhecer, como os procedimentos de controle de vetores são realizados em um grande centro de referência.

— A visita serviu para fixar o ensinamento dado em sala de aula pela professora Aline e certamente terá reflexo em toda minha vida profissional — comentou a acadêmica.

Já, o acadêmico Romulo Henrique Debortoli afirma ter ficado deslumbrado com o excelente trabalho realizado e que muitas vezes, é desvalorizado ou desconhecido nos olhos de outros profissionais.

— O Centro de Controle de Zoonoeses, realiza um trabalho incrível no controle e educação social sobre as principais enfermidades que afetam concomitante humanos e animais. É necessário dar atenção e focar na implantação do mesmo, nas diversas cidades, para o bem da saúde pública — afirmou.

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