Curso de Medicina Veterinária vacina 300 animais contra a raiva
O curso de Medicina Veterinária da Unoesc vacinou 300 cães e gatos contra a raiva, durante a Campanha de Vacinação Antirrábica, realizada neste mês, em São Miguel do Oeste. Segundo a coordenadora do curso, professora Daniele Beuron, o valor recebido com a vacina será utilizado para a castração de animais, que já estão cadastrados na […]
Publicado em 27/06/2018
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O curso de Medicina Veterinária da Unoesc vacinou 300 cães e gatos contra a raiva, durante a Campanha de Vacinação Antirrábica, realizada neste mês, em São Miguel do Oeste. Segundo a coordenadora do curso, professora Daniele Beuron, o valor recebido com a vacina será utilizado para a castração de animais, que já estão cadastrados na CliniVet.
Durante a Campanha, os acadêmicos também aplicaram um questionário com os proprietários dos animais com o objetivo de levantar informações para o desenvolvimento de uma pesquisa epidemiológica sobre a raiva, os fatores de risco da doença e para conhecer o perfil dos donos.
— Além de aprenderem mais sobre essa importante zoonose, prevenção, diagnóstico e medidas profiláticas, os acadêmicos estiveram frente a frente com a resolução de problemas. Envolvemos os alunos, diretamente, com a organização da Campanha e inserimo-los na prática hospitalar, o que possibilita o aprimoramento e a aquisição de habilidades inerentes ao médico veterinário na clínica médica, saúde pública, entre outras — avalia a professora Daniele Beuron.
Para o acadêmico Marco Antônio Staudt, a atividade proporcionou experiência prática aos alunos.
— Campanhas como essa são importantes para a comunidade, uma vez que a raiva pode ser transmitida ao ser humano. Além disso, adquirimos experiência atendendo os animais e mantendo contato com seus tutores — comenta o estudante.
Sobre a vacina
A vacina antirrábica é a única forma segura de prevenção da raiva e deve ser administrada em cães e gatos ainda filhotes com, pelo menos, 4 meses de vida. A vacina deve ser feita a cada 12 meses. Daniele afirma que os principais transmissores são os animais silvestres, como morcegos, gambás e macacos, que contaminam cachorros, gatos e pessoas de forma acidental. O contágio ocorre por meio da troca de secreções, contato sanguíneo ou mordida.
— Incurável nos animais, a doença, quando transmitida para seres humanos, também pode ser extremamente agressiva e fatal. Uma pessoa mordida por um animal contaminado deve procurar, imediatamente, um local especializado em doenças infecciosas para que possa ser vacinada — alerta a professora, salientando que nas pessoas a doença tem cura.