Curso de Engenharia Química da Unoesc Videira realiza palestras e debates
O curso de Engenharia Química da Unoesc Videira realizou palestras e debates para celebrar o dia do profissional Engenheiro Químico, comemorado no dia 20 de setembro. Neste dia, foi realizado o Café com Engenharia: da química à engenharia química, oportunidade em que os acadêmicos do curso apresentaram temas estudados e as aplicações práticas, bem como […]
Publicado em 07/10/2016
Por Unoesc
O curso de Engenharia Química da Unoesc Videira realizou palestras e debates para celebrar o dia do profissional Engenheiro Químico, comemorado no dia 20 de setembro. Neste dia, foi realizado o Café com Engenharia: da química à engenharia química, oportunidade em que os acadêmicos do curso apresentaram temas estudados e as aplicações práticas, bem como o mercado de trabalho na região. A atividade visou a promover a aproximação da realidade da academia com as temáticas trabalhadas nas escolas.
— Foi um momento bastante enriquecedor em que os professores do ensino médio ficaram muito felizes em rever seus ex-alunos e saber que estão se dedicando para o futuro. Na oportunidade, foram discutidos novos projetos para serem implantados nas escolas, em parceria com a Unoesc — ressaltou Carla Suntti, coordenadora do curso.
Ela explica que o profissional está habilitado a criar técnicas de extração de matérias-primas, bem como de sua utilização ou transformação nos mais diversos segmentos, como produtos químicos; produtos petroquímicos em combustíveis ou gases ou em plásticos; fibras em produtos têxteis, além estudar a transformação de celulose em papel.
Na mesma linha, no dia 04 de outubro, com vistas a promover uma reflexão analítica sobre as condições do contexto profissional, foi proporcionado um momento para debate sobre a atual conjuntura do mercado de celulose e papel, bem como os avanços já produzidos na área e as novas tecnologias para o setor.
O assunto foi apresentado e debatido pelo presidente Executivo do Sindicato das Indústrias de Celulose e Papel de Santa Catarina (Sinpesc), Nereu Baú. Na oportunidade, ele ressaltou a importância do país neste cenário, o qual ocupa a 5ª posição em termos de produção de papel e celulose. Destacou, ainda, que o país produz mais celulose do que utiliza, demonstrando o potencial como exportador deste produto.
— Santa Catarina foi o estado que mais cresceu no setor de fabricação de celulose com 3,8% ao ano, enquanto a média nacional ficou em 1,9% ao ano — garantiu Baú.
Para contribuir com a temática, Moacir Minelli, gerente técnico nacional da empresa Axchem Brasil Indústria Química Ltda, apresentou as novas tendências no setor. Destacou a necessidade de tecnologias que otimizem a água utilizada no processo, bem como a eficiência energética na produção. Falou, ainda, sobre o ramo da biorrefinaria florestal.
As palestras, segundo Carla Suntti, coordenadora do curso de Engenharia Quimica da Unoesc Videira, foram motivadoras, pois revelaram que, apesar da crise que o país enfrenta, precisamos cada vez mais de papel e seus derivados, e este setor tem trabalhado muito com novas tecnologias, principalmente, na área da nanotecnologia.
— Estamos numa região que tem muito para crescer neste segmento, o que valoriza nossos futuros Engenheiros Químicos. Tanto Baú como Minelli têm mais de 30 anos de experiência no mercado de celulose e papel, e o debate depois da palestra permitiu aos acadêmicos sanarem muitas dúvidas, além de despertar o interesse em estudar mais e desenvolver pesquisas na área — finalizou Carla Suntti.