Curso de Engenharia Civil da Unoesc São Miguel profere aula magna
O Curso de Engenharia Civil da Unoesc, campus de São Miguel do Oeste, proferiu na ultima quarta feira, 13, às 19h no auditório da instituição, uma aula magna, dando oficialmente início as atividades do curso que se instalou neste ano no campus. A aula teve a presença do profissional Joel Krüger, que é coordenador do […]
Publicado em 15/06/2012
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O Curso de Engenharia Civil da Unoesc, campus de São Miguel do Oeste, proferiu na ultima quarta feira, 13, às 19h no auditório da instituição, uma aula magna, dando oficialmente início as atividades do curso que se instalou neste ano no campus. A aula teve a presença do profissional Joel Krüger, que é coordenador do curso de Engenharia Civil da Escola Politécnica da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA/PR).
Presentes no evento o Coordenador do Curso de Engenharia Civil da Unoesc São Miguel, professor Loivo Bertoldi, a Pró-Reitora Acadêmica, professora Marilene Stertz, professores do curso e da área de engenharia, pais, acadêmicos, autoridades e representantes da imprensa.
Conforme o coordenador, o objetivo foi proporcionar aos mais de 60 acadêmicos do curso uma palestra que focasse nas oportunidades de trabalho, tendências e profissões futuras da área da Engenharia Civil. “Nós procuramos trazer um profissional que tivesse experiência de mercado, na área da engenharia civil e estou amplamente satisfeito com a vinda do Joel Krüger. Ele nos auxiliou na transmissão da mensagem que é formar um profissional com ética e responsabilidade, almejando estes valores logo no inicio no curso, e para fomentar cada vez mais o conhecimento”, destaca.
O mercado de trabalho do Engenheiro Civil
O palestrante Joel Krüger abordou o tema “o mercado de trabalho e o futuro da Engenharia Civil”. Destacou que o mercado está precisando de bons engenheiros com competência e atualizações constantes. Outro ponto é a paixão pelo curso e pela profissão, “essas foras as duas grandes mensagens que eu quis transmitir”, reforça ele.
Segundo Joel, os principais desafios do profissional são: a formação permanente; a capacidade de inovação, com mente aberta para inovações e para adaptações de mercado e de novas tecnologias; pensar globalmente, sendo um profissional que esteja amplamente adaptado com o que ocorre no mundo; e ter sensibilidade social para o bom desempenho e competência. Para o profissional, “um nicho que pode ser explorado pelos profissionais em formação é a área ambiental, com uma temática forte na sustentabilidade e a questão de edificações”, explica.
O engenheiro Joel atenta para uma realidade que acontece na maioria dos cursos, em quase todo o país, que é a evasão de ingressantes, “temos um grau de desistentes por vários fatores. Alguns concluem o curso, mas não se adaptam na profissão enquanto outros concluem o curso, mas tem habilidades e competência para exercer outras áreas”, diz.
De acordo com o Joel Krüger, a falta de engenheiros não é tão grave quanto à falta de competência profissional. Ele fala que o mercado oferece uma boa remuneração alcançando um salário na média de R$ 7 mil. Para Joel a formação de profissionais e a qualificação continuada são os pontos que definem e selecionam o bom engenheiro.
Outro conselho deixado pelo palestrante é o de que os acadêmicos que querem uma formação sólida precisam participar desde cedo de algumas atividades comunitárias e sociais, conhecerem a realidade do município, estado e região onde vivem. “A lei que regulamenta a profissão já no artigo 1º cita que as profissões são de interesse social e humano. Por esse motivo o profissional de engenharia deve atender as necessidades das pessoas, olhando não apenas a obra como um prédio físico, mas como um local que foi construído para a comunidade”, esclarece.
Para quem procura uma boa vaga no mercado de trabalho as regiões que mais formam profissionais, e que tem maior índice de empregabilidade são as regiões com bons índices de desenvolvimento, como o Sul e Sudeste do país. Segundo o presidente do CREA/PR, “cada vez mais esse network de relacionamento com vários profissionais vai ser importante para o relacionamento social e de trabalho. As boas oportunidades não estão nos anúncios de jornal, elas estão nos convites e na boa base de contato”, finalizou.
Texto: Gisele Petry