Crea amplia área de atuação dos engenheiros bioenergéticos
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) de Santa Catarina expandiu, recentemente, a área de atuação do engenheiro bioenergético. Esse profissional, que é formado pela Unoesc Xanxerê, agora possui um campo maior de trabalho, o que amplia suas perspectivas profissionais. A avaliação é do coordenador do curso de Engenharia Bioenergética, professor Marcellus Fontenelle. As […]
Publicado em 07/11/2014
Por Unoesc
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) de Santa Catarina expandiu, recentemente, a área de atuação do engenheiro bioenergético. Esse profissional, que é formado pela Unoesc Xanxerê, agora possui um campo maior de trabalho, o que amplia suas perspectivas profissionais.
A avaliação é do coordenador do curso de Engenharia Bioenergética, professor Marcellus Fontenelle. As atribuições do profissional, agora equiparadas às do engenheiro químico (com exceção da indústria de alimentos e petroquímica – fabricação de polímeros e borrachas) e tendo a inclusão da produção de biocombustíveis e biogás, possibilitam que o engenheiro bioenergético atue na prospecção, produção, gestão e controle de fontes de energias renováveis.
— Essa definição é muito positiva, porque nos coloca com atribuições semelhantes a uma das engenharias mais tradicionais. O Crea soube interpretar o direcionamento/foco do curso — analisa.
Em virtude disso, as perspectivas futuras para os formandos são boas. Agora, com o diferencial das atribuições, o profissional formado no curso pode, por exemplo, atuar também como responsável técnico de empresas de energia alternativa e realizando a prospecção dessa energia (desde residências, passando por condomínios habitacionais e chegando a grandes empresas).
— Os acadêmicos já formados e com colocação no mercado de trabalho atingem os patamares de remuneração propostos pelo Crea, que define o piso inicial da categoria em 8,5 salários mínimos — pontua.
A expansão de área de atuação do engenheiro bioenergético vale tanto para os já formados no curso quanto para as próximas turmas (há cinco, no momento, em andamento). Para o início do ano que vem, o processo deve ser formalizado junto ao Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea).
Interpretando as necessidades das empresas
A turma que conclui o curso no final de 2014 realizou estágios em diferentes locais e empresas do Brasil. E o resultado foi positivo: metade dos acadêmicos retornou com propostas de emprego formalizadas.
— As empresas da área enxergam, no futuro profissional, os nossos acadêmicos como aptos a interpretar as necessidades delas e corresponder a isso — destaca o coordenador.
Além disso, alguns acadêmicos já estão encaminhando projetos de Mestrado, em universidades de renome, em áreas correlatas. São projetos iniciados no TCC ou nas atividades de Estágio.
Sustentabilidade
Sustentabilidade. Conforme o professor Marcellus, esse é um dos principais focos do curso, considerando o aproveitamento de fontes de energias renováveis – solar e eólica – e o seu impacto no meio ambiente.
— Também nos preocupamos com a produção de biocombustíveis, principalmente a partir de resíduos industriais ou urbanos. Um projeto em estudo no curso, por exemplo, envolve o reaproveitamento de resíduos de frigoríficos para produção de combustível — explica.
Só há mais dois cursos de Engenharia Bioenergética no Brasil. Porém, de acordo com o professor Marcellus, como está constituída a grade curricular do curso na Unoesc Xanxerê, as atribuições dos formados aqui estão melhores inclusive do que as de outros cursos de Energia oferecidos por outras universidades.
Outro diferencial interessante da Engenharia Bioenergética oferecida em Xanxerê é que, em função das pesquisas e dos Estágios, o curso tem um bom envolvimento com centros de pesquisa regionais e de outros estados – caso do Polo Tecnológico de Itaipu (PTI), UFPR, UFSC, Embrapa, Epagri e Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM, em Campinas – SP).
Maratona da Eficiência Energética
O curso de Engenharia Bioenergética participará novamente da Maratona Universitária da Eficiência Energética, que ocorre no período de 23 a 29 de novembro, no kartódromo Ayrton Senna, em São Paulo.
Para essa competição, o curso será representado por 16 acadêmicos, em duas equipes. No momento, as equipes estão em fase de preparação dos carros e treinamentos, no kartódromo de Xanxerê.
É a terceira participação da Unoesc Xanxerê na Maratona: no ano passado, os carros xanxerenses ficaram em 7º lugar (BioXanxa) e 13º lugar (Xanxa II, que chegou a figurar em 3º lugar na classificação parcial do primeiro dia de competições), superando equipes de universidades tradicionais, como a Politécnica da USP e a UFSC.