Comunicação como ponto de equilíbrio é tema da 8ª Simulação Realística do curso de Enfermagem
O curso de Enfermagem da Unoesc Joaçaba, promoveu nos dias 17 e 18 de junho, no auditório Afonso Dresch, a 8ª edição da Simulação Realística, com o tema “Comunicação como ponto de equilíbrio, quem cuida também adoece”, voltado aos profissionais de enfermagem, técnicos de enfermagem, enfermeiros, cuidadores. De acordo com a coordenadora do curso, professora […]
Publicado em 26/06/2019
Por Unoesc
O curso de Enfermagem da Unoesc Joaçaba, promoveu nos dias 17 e 18 de junho, no auditório Afonso Dresch, a 8ª edição da Simulação Realística, com o tema “Comunicação como ponto de equilíbrio, quem cuida também adoece”, voltado aos profissionais de enfermagem, técnicos de enfermagem, enfermeiros, cuidadores.
De acordo com a coordenadora do curso, professora Marcia Restelatto, o evento discute questões referente a atual situação dos profissionais da área que muitas vezes se encontram depressivos, com transtornos mentais e até com risco de suicídio.
— Os acadêmicos da sétima fase realizam na noite do dia 17 uma elaboração através de estudos artigos e discussões norteados pelo professor, onde eles trazem a realidade do que está acontecendo e o quanto a enfermagem precisa de fortalecer e se valorizar — ressalta Márcia.
Durante a noite ocorreu também um teatro, representando os momentos de morte e dor que acontece no dia-dia desses profissionais, além disso a professora Tânia Patlfaff ministrou uma palestra sobre o tema.
Na noite do dia 18 aconteceu uma apresentação cultural, dos alunos do Instituto Federal de Luzerna, que trouxe um regaste histórico e reflexivo, sobre a guerra do Contestado, o que ela simbolizou para os profissionais da área da saúde.
Para o professor Eduardo Janir de Souza, é preciso que haja uma reflexão aprofundada sobre a comunicação dentro da área da saúde metal.
— A questão central é como achar esse equilíbrio e fortalecer esses profissionais que estão se mostrando cada vez mais doentes, precisando de ajuda e são vistos como pessoas que tem que ser fortes, resistentes e resilientes — esclarece o professor.
Para encerrar o evento, o jornalista Daniel Navarro Sonim e o ex atendente de enfermagem Walter Farias, autores do livro “O capa branca”, ministram uma palestra abordando questões e reflexões que vem ao encontro do tema debatido.
Conforme relata Sonim, o livro é fruto das memorias do ex atendente de enfermagem que trabalhou numas das clínicas do hospital psiquiátrico Juquery e posteriormente foi transferido para trabalhar no manicômio judiciário, ambos em Franco da Rocha – SP, e num terceiro momento a mudança dele de funcionário para paciente nesse mesmo local.
— O livro foi surgindo desses relatos e da necessidade do Walter de querer expor essa história para público, ele tinha os manuscritos com as coisas mais marcantes que aconteceram com ele nesse período que ele viveu no Juquery — destaca Sonim.
A obra que coleciona importantes indicações e reconhecimentos, como uma resenha crítica no jornal francês Le Monde, teve seu início em junho de 2007, foi concluída em 2013, e lançada em novembro de 2014, a partir daí os autores visitaram vários estados do Brasil, dando palestras em universidades, capes, hospitais psiquiátricos e escolas. O livro compõe o acervo a biblioteca do congresso dos Estados Unidos, e também da biblioteca de medicina, ambas em Washington capital do pais, além disso, o livro terá uma edição em espanhol com previsão para o lançamento no segundo semestre na Argentina.
— Essa realidade de um funcionário da área da saúde se tornar paciente, ela não está restrita ao Juquery dos anos 70, hoje isso também ocorre, o Walter é um sobrevivente da saúde mental, os anos 70 foi o ápice da superlotação de um modelo que se viu falido, e o que tentamos deixar de mensagem é que, embora a medicina a psiquiatria, enfermagem, psicologia tenham evoluído, a gente ainda tem um longo caminho a percorrer para que esses profissionais possam ter o reconhecimento e o tratamento que precisam e merecem — finaliza o jornalista.