Colaboradoras do HUST e da Unoesc recebem informações sobre o câncer de mama
Quinta-feira (13) foi uma tarde de esclarecimentos sobre o câncer de mama, em alusão ao Outubro Rosa. O ginecologista e obstetra Márcio Tomasi falou às colaboradoras, professoras e alunas do Hospital Universitário Santa Terezinha (HUST) e da Unoesc, a respeito da prevenção do câncer, trazendo também informações atualizadas a respeito do tratamento. O evento foi […]
Publicado em 14/10/2016
Por Unoesc
Quinta-feira (13) foi uma tarde de esclarecimentos sobre o câncer de mama, em alusão ao Outubro Rosa. O ginecologista e obstetra Márcio Tomasi falou às colaboradoras, professoras e alunas do Hospital Universitário Santa Terezinha (HUST) e da Unoesc, a respeito da prevenção do câncer, trazendo também informações atualizadas a respeito do tratamento. O evento foi organizado pelo setor de Recursos Humanos da Unoesc, em conjunto com a psicóloga do HUST, Vanusa Palosqui, e com a colaboração e participação da Rede Feminina de Combate ao Câncer.
— O lema este ano é “A Melhor Prevenção é a Ação”. Convidamos as colaboradoras, professoras e alunas para recebermos uma palavra de um profissional a respeito da prevenção ao câncer de mama. A novidade este ano foi a colaboração do curso de Enfermagem na realização da coleta dos preventivos, no Ambulatório Médico — contou a psicóloga.
O diretor geral do HUST, professor Alciomar Marin, falou sobre a prevenção no ambiente de trabalho, ressaltando a importância da humanização das relações.
— Mais que a prevenção, é importante termos a informação. Precisamos de qualidade de vida, saúde e um bom ambiente de trabalho, e este é o objetivo do hospital. Para tanto, estamos propondo a humanização deste ambiente, entendendo que todos são importantes, sem distinção entre as pessoas. Por isso estamos aqui, recebendo estas informações — esclareceu Marin.
O médico palestrante lembrou que atende mulheres há 16 anos no hospital e sente-se feliz por falar a respeito deste assunto dentro da instituição, às pessoas que fazem parte da sua rotina. Mas alerta que a prevenção deve ser feita por todo o ano, outubro é apenas um pontapé inicial.
— O câncer de mama, em nível mundial, é o que mais mata as mulheres. Nos últimos dez anos percebeu-se uma queda nos registros. Mesmo assim, deve-se continuar fazendo o autoexame. Pode ser feito em movimentos circulares, iniciando na parte inferior do seio até a parte superior, embaixo das axilas, iniciando na parte superior e descendo. O importante é que a partir de um centímetro, o nódulo já pode ser percebido através do toque — alerta o especialista.
Falou-se também a respeito dos métodos de tratamento do câncer.
— A quimioterapia destrói as células que se dividem mais rápido. Porém, ela acaba salvando a vida, é a cura possível. A radioterapia deixa manchas na pele, como se fosse um bronzeamento, mas estas saem depois de um tempo. A novidade é a terapia-alvo, um anticorpo que age na célula com potencial de desenvolver o tumor. E para que o câncer não volte, é possível realizar a hormonioterapia — explicou Márcio Tomasi.
Márcio ressaltou também que quando o câncer se torna metastático não é mais o fim. Já é possível prolongar a vida da mulher com câncer, com as drogas disponíveis. O importante é viver uma vida bem vivida. A forma de lidar com o dia a dia, com o trabalho, com as pessoas. Não precisa mudar de vida, às vezes basta mudar a forma de ver a vida. Quem sai do câncer, sempre sai melhor.
Depois da palestra, representantes da Rede Feminina de Combate ao Câncer falaram sobre o trabalho que desenvolvem, os serviços que oferecem e como ajudam a melhorar autoestima das pacientes.
— Nós oferecemos atividades como a prática da yoga, ensinamos a fazer os laços, usar os lenços, disponibilizamos lenços e perucas, que depois são devolvidos e higienizados para outras mulheres. E oferecemos, principalmente, carinho e atenção, que é o que a pessoa mais precisa numa hora dessas — relata a presidente, Nair Motta.
No final da tarde, uma paciente, que tem o câncer de mama e está em tratamento, relatou que o câncer não é o fim, é a possibilidade de um recomeço.
* Texto: Cristina De Marco