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Biotecnologia industrial – uma área em franca expansão

Uma das áreas que mais cresce no mundo é a da Biotecnologia. Obviamente, os países com mais recursos destinados à pesquisa (EUA e países europeus) saíram na frente nesta área. Mas o Brasil, nos últimos anos, vem avançando no conhecimento biotecnológico, ganhando um espaço compatível com sua importância no cenário tecnológico internacional. Nesse contexto, as […]


Uma das áreas que mais cresce no mundo é a da Biotecnologia. Obviamente, os países com mais recursos destinados à pesquisa (EUA e países europeus) saíram na frente nesta área. Mas o Brasil, nos últimos anos, vem avançando no conhecimento biotecnológico, ganhando um espaço compatível com sua importância no cenário tecnológico internacional.

Nesse contexto, as universidades atentas a essa demanda lançaram cursos para dar suporte ao desenvolvimento biotecnológico nacional.

A Unoesc, com um espírito desbravador, criou, há cerca de 10 anos, o curso de Biotecnologia Industrial. Um curso novo, na época praticamente desconhecido, vislumbrando a importância que esta área do conhecimento teria em um futuro próximo, ressalta o Dr. César M. Baratto, professor e pesquisador no campus de Videira.

O curso de Biotecnologia, um dos primeiros do país, para grata surpresa, todo o ano vem formando biotecnólogos com tamanha competência e qualidade que estes alunos, na maioria das vezes, saem com empregos garantidos em empresas importantes do Brasil. Alguns também escolhem a carreira acadêmica, sendo aprovados nos cursos de mestrado e doutorado mais conceituados do país.

– O suporte básico para essas competências está na infraestrutura disponibilizada para o curso, que vai desde profissionais docentes qualificados, a maioria com mestrado, doutorado ou pós-doutorado, e estrutura física laboratorial, que dá suporte ao ensino e à aprendizagem – reforça César Baratto.

Ele aponta que dentre as atividades desenvolvidas está a pesquisa na área biotecnológica; assim, laboratórios com estrutura compatível e adequada estão disponíveis, sendo um dos mais utilizados o Laboratório de Biologia Molecular (biotecnologia de microrganismos na agroindústria), que tem como principal objetivo o estudo molecular de microrganismos com potencial aplicação em processos biotecnológicos agroindustriais.

Dessa forma, os estudos desenvolvidos têm priorizado a exploração e análise molecular de produtos obtidos a partir de organismos – um dos principais enfoques das pesquisas no laboratório é a manipulação gênica, em que, com a utilização de tecnologia de ponta e ferramentas de engenharia genética, os trabalhos têm enfatizado a expressão de produtos proteicos, como bacteriocinas e enzimas.

O pesquisador explica que as bacteriocinas são produtos naturais normalmente utilizados como conservantes na indústria de alimentos, enquanto as proteínas são biocatalizadores utilizados em vários processos industriais, em substituição de produtos químicos, apresentando-se, assim, como uma tecnologia mais limpa.

Essas técnicas, de acordo com o pesquisador, partem de tecnologias comumente utilizadas nos principais laboratórios do país, que permitem o isolamento e a purificação de genes específicos num processo chamado de clonagem gênica.

– Esse conjunto de técnicas, com ampla aplicação, é convencionalmente denominado de Tecnologia do DNA Recombinante, isto é, a manipulação do material genético de um microrganismo em laboratório. Dessa forma, prioriza-se o desenvolvimento de culturas microbianas capazes de produzir substâncias úteis, tais como bacteriocinas e enzimas industriais em grandes quantidades, com os potenciais de aplicação comercial ou biotecnológica inesgotável – completa.

Ele afirma, ainda, que a técnica central da metodologia do DNA recombinante é a clonagem molecular, a qual consiste no isolamento e propagação de moléculas de DNA idênticas.

– A clonagem molecular compreende a inserção do um gene de um dado organismo em outro, num evento denominado transformação (inserção de um DNA em uma célula), tornando esta célula ou organismo capaz de produzir ou expressar um produto desejado, que pode ser purificado e utilizado em um processo industrial – finaliza o professor César Baratto.

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