Aula prática possibilita identificar micro-organismos do solo
Os acadêmicos da 6ª fase do curso de Ciências Biológicas, da Unoesc Xanxerê, participaram de aula prática envolvendo os micro-organismos presentes no solo. A atividade ocorreu durante o componente curricular de Microbiologia, ministrado pela professora Caciara Gonzatto Maciel. Na ocasião, os acadêmicos desenvolveram a técnica de diluição de solo no laboratório de Biotecnologia e Fitossanidade, […]
Publicado em 04/11/2016
Por Unoesc
Os acadêmicos da 6ª fase do curso de Ciências Biológicas, da Unoesc Xanxerê, participaram de aula prática envolvendo os micro-organismos presentes no solo. A atividade ocorreu durante o componente curricular de Microbiologia, ministrado pela professora Caciara Gonzatto Maciel.
Na ocasião, os acadêmicos desenvolveram a técnica de diluição de solo no laboratório de Biotecnologia e Fitossanidade, em condições controladas, para evitar contaminações externas. Essa técnica consiste em analisar uma amostra de solo através da diluição seriada e plaqueamento em meio de cultura batata-dextrose-ágar.
Depois, o material permaneceu incubado por sete dias, em condições adequadas para o desenvolvimento dos micro-organismos (25ºC e fotoperíodo de 12 horas) e posterior avaliação. A avaliação foi realizada com auxílio de microscópio estereoscópico e óptico. Com isso, os acadêmicos puderam identificaram uma diversidade de fungos com potencial biotecnológico e patogênico.
Segundo a professora, a técnica de diluição de solo tem como objetivo principal fazer um levantamento dos micro-organismos (fungos e bactérias) presentes em uma amostra de solo.
— Com essa atividade, espera-se que os acadêmicos reconheçam a importância da microbiota do solo na composição do ecossistema como um todo, além de ter contato direto com as técnicas apresentadas durante as aulas teóricas — justifica.
Assim, na avaliação da professora, a atividade permitiu a visualização e entendimento da diversidade e quantidade de micro-organismos presentes em uma pequena amostra de solo.
— Ainda, os acadêmicos puderam identificar os micro-organismos em nível de gênero, estimulando sua curiosidade e proximidade com muitos gêneros potenciais para utilização em biotecnologia — analisa.
Para a acadêmica Flávia Regina dos Santos, a aula foi importante, auxiliando na identificação de micro-organismos e fazendo-a refletir de que existe vida até onde não é possível visualizar a olho nu.
Já a acadêmica Gabriela Lorenzon observa que o solo contém maior número de indivíduos e maior biodiversidade do que qualquer outro ambiente.
— Os micro-organismos que o compõem apresentam funções essenciais para o desenvolvimento do ecossistema. Hoje, com o auxílio da biotecnologia, conseguimos utilizá-los a nosso favor em diversas áreas, principalmente na agricultura, que necessita cada dia mais de novos estudos — destaca.