Alunos do Mestrado em Biociências e Saúde participam de aulas com pesquisadores estrangeiros
Imagine uma disciplina, cujos os professores são da Alemanha, Itália, Estados Unidos, Chile, Argentina e Venezuela. E que durante as aulas será possível conhecer pesquisas de ponta e, ao mesmo tempo, aprimorar a comunicação científica em língua estrangeira. A ideia é do Mestrado em Biociências e Saúde, da Unoesc Joaçaba, que planejou a realização de […]
Publicado em 24/07/2018
Por Unoesc
Imagine uma disciplina, cujos os professores são da Alemanha, Itália, Estados Unidos, Chile, Argentina e Venezuela. E que durante as aulas será possível conhecer pesquisas de ponta e, ao mesmo tempo, aprimorar a comunicação científica em língua estrangeira. A ideia é do Mestrado em Biociências e Saúde, da Unoesc Joaçaba, que planejou a realização de nove aulas, com nove pesquisadores internacionais.
Quem está à frente do projeto é o professor Antuani Rafael Baptistella, responsável pela disciplina “Tópicos Especiais”. O primeiro encontro ocorreu nos dias 19 e 20 de julho. As demais aulas serão realizadas em 9 e 10 de agosto, e também nos dias 20 e 21 de setembro. São três aulas em cada uma dessas semanas, tendo a participação de 31 alunos. Os temas abordados, apesar de diversos, têm em comum a área do envelhecimento humano e das doenças crônicas não transmissíveis.
Os alunos já participaram da aula com a doutora Estefânia Prentki Santos, que fez contato diretamente da Alemanha, por webconferência, e abordou a temática The mechanisms involved in blood pressure regulation (Os mecanismos envolvidos na regulação da pressão arterial). O doutor Frederico Omar Gleber Netto, de Houston, no Texas (EUA), esteve na Unoesc para ministrar a aula sobre biomarcadores salivares no câncer. Essa foi a única aula presencial, as demais serão por webconferência. A terceira aula da semana foi na sexta-feira, à noite, com o doutor Guilherme Bresciani, que diretamente da Flórida (EUA), falou sobre Ejercicio físico, inflamacion y estrés oxidativo (Exercício físico, inflamação e estresse oxidativo).
O professor Antuani Rafael Baptistella explica que essa é a primeira vez que o mestrado realiza esse formato de aula. Para ele, a logística do processo é um grande desafio. Organizar datas e horários não é uma tarefa fácil, cada pesquisador tem sua limitação de tempo. São diferentes culturas, línguas e fusos horários. A aula com a professora Estefânia, por exemplo, terminou às 2h30 da manhã, hora local da Alemanha.
— O outro desafio é ter uma aula atraente e agradável, sem a presença física do professor, depende-se muito da atenção dos alunos. Mas tem sido bastante positivo, eles estão apoiando o projeto e a ideia é poder repetir nos próximos anos — ressalta Baptistella.
Esse formato de aula também cumpre dois objetivos do mestrado. O primeiro é a internacionalização, promovendo aulas com professores estrangeiros e tendo contato com pesquisas de ponta. O segundo é a possibilidade de praticar e otimizar a comunicação em língua estrangeira, uma vez que serão sete aulas em inglês e duas em espanhol.
— Os nossos alunos começam a entender como se faz pesquisa fora do Brasil, como são elaborados os projetos e as soluções de problemas. Esse contato com o conhecimento técnico de uma área específica é o grande diferencial desses encontros — afirma.
O professor destaca também que a montagem do cronograma e o convite aos pesquisadores estrangeiros contou com a ajuda de todo o colegiado do Mestrado em Biociências e Saúde, além do apoio da coordenação e do setor de Tecnologia da Informação para a organização da logística das aulas.