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Graduação Extensão Chapecó

Alunos da Melhor Idade participam do evento Hora do Código sobre incentivo à ciência da computação

Na fase final da disciplina de Informática, os estudantes da 4ª turma de extensão da Universidade da Melhor Idade de Chapecó (UMIC) puderam explorar, na última semana, um pouco do que é o mundo da programação através do movimento global Hora do Código. Viabilizada pelo coordenador dos cursos de Sistemas de Informação e Engenharia da […]


Na fase final da disciplina de Informática, os estudantes da 4ª turma de extensão da Universidade da Melhor Idade de Chapecó (UMIC) puderam explorar, na última semana, um pouco do que é o mundo da programação através do movimento global Hora do Código.

Viabilizada pelo coordenador dos cursos de Sistemas de Informação e Engenharia da Computação da Unoesc Chapecó, professor Tiago Zonta e pelo professor da disciplina de informática da UMIC, Gabriel Santos, a atividade se caracteriza por ser uma introdução, de uma hora, à ciência da computação. Foi criada para desmistificar a programação e mostrar que qualquer pessoa pode aprender os fundamentos básicos desta ciência.

Zonta explica que a Hora do Código conscientiza as pessoas sobre a complexidade por trás de cada aplicativo e softwares disponíveis na web ao mesmo tempo que descomplica, mostrando, na prática, quais os códigos utilizados para a viabilização deles.

É possível iniciar a carreira e estudos sobre ciência da computação em qualquer idade, porque a dedicação e a curiosidade são essenciais à aprendizagem deste conteúdo. Por isso, os alunos da UMIC foram instigados a aprender sobre programação. A disciplina é aplicada em três etapas: Introdução ao tema, Uso da internet e Manutenção e funcionamento da máquina.

— No início eles têm receio, principalmente, porque muitos eram alertados a ficar longe das máquinas, para não estragá-las. Aqui isso é desconstruído a partir de processos simples. Agora, eles têm tido um progresso muito significativo, pois têm muito interesse e comprometimento com o aprendizado — explica o professor Gabriel Santos.

A preponderância tecnológica – por meio de blogs, mídias sociais, aplicativos, processos robóticos e mobilidade permitida por celulares, tablets e notebooks – mostra que o conhecimento de construção através de códigos é cada vez mais essencial. Nesse sentido, a ideia é, ao invés de alertar ou proibir, preparar as pessoas para um uso racional e saudável das ferramentas, e que isso sirva de incentivo ao aprendizado da programação computacional.

A estudante da UMIC Natália Pizolotto trouxe a neta Hannah, de oito anos, para participar da aula. A desenvoltura e assimilação rápida da criança com o conteúdo chamou a atenção de todos.

— Ela é muito curiosa, até mesmo para saber o que a avó vem fazer aqui nas aulas, por isso trouxe ela junto para visitar a turma. Ela aprende tudo muito rápido e sempre me ensina, quando estamos em casa — conta.

Um dos empresários de maior ascendência no que se refere à informática mundial, Steve Jobs, afirmou que “Todos neste país deveriam aprender a programar um computador, porque isto ensina você a pensar”. Esta é uma das frases utilizadas como ideologia do movimento e que reforça a tendência de informatização e implantação tecnológica nos processos cotidianos que vivemos. Aprender ciência da computação ajuda a desenvolver habilidades de resolução de problemas, lógica e criatividade, por isso Jobs assegurou com tanta propriedade que todos deveriam aprender como programar computadores.

— Há uma tendência mundial de inserção de disciplinas escolares que tratem de tecnologia. A maior parte das crianças crescem sem saber sobre a diversidade e dedicação criacional e lógica por trás da computação. É preciso instigá-las desde cedo para mostrar que isso tudo é mais simples do que parece e, assim, tornaremos o ensino sobre a ciência da computação algo mais difuso e inovador — avalia professor Tiago Zonta.

Hora do Código

A Hora do Código foi organizado pela Code.org, uma instituição pública sem fins lucrativos dedicada a promover e a tornar a ciência da computação disponível ao maior número de escolas possível e garantindo que chegue também às minorias sociais, envolvendo, por exemplo, mulheres e negros à participação nesta área.

O movimento encerrou 2015 com quase 200 mil eventos realizados ao redor do mundo e 930 no Brasil. Com tutoriais em mais de 40 idiomas, atinge dezenas de milhões de estudantes em mais de 180 países e não há restrição para participação nem exigência de experiência na área. Os desenvolvedores afirmam que podem participar pessoas com idades entre quatro e 104 anos de idade.

Todos os participantes da UMIC que integraram a atividade receberam um certificado do curso da Hora do Código.

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