Acadêmicos participam de atividades sobre educação física adaptada com alunos da APAE
Os acadêmicos de Educação Física da Unoesc São Miguel do Oeste vivenciaram, recentemente, diversas atividades que são realizadas com alunos com deficiência intelectual e múltipla da APAE de Itapiranga. A atividade contou com a participação do professor da APAE e diplomado do curso, Ricardo Rother, e dos alunos Tarciso Persch, Irene Schmitz e Claudinete Wagner. […]
Publicado em 21/11/2018
Por Unoesc
Os acadêmicos de Educação Física da Unoesc São Miguel do Oeste vivenciaram, recentemente, diversas atividades que são realizadas com alunos com deficiência intelectual e múltipla da APAE de Itapiranga. A atividade contou com a participação do professor da APAE e diplomado do curso, Ricardo Rother, e dos alunos Tarciso Persch, Irene Schmitz e Claudinete Wagner. Os estudantes Tarciso e Irene são atletas dos Jogos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc). Tarciso representará o Estado na etapa nacional na prova do lançamento do disco, no início de dezembro, em Canoas (RS).
Segundo o professor Ricardo Rother, foram realizadas diversas atividades como: circuito motor, simulando uma dificuldade motora. Além disso, os acadêmicos jogaram com os alunos da APAE jogos confeccionados com materiais alternativos como a bocha, o labirintoBOL, o dedoBOl e o Twister.
— Na sequência, participaram de uma roda de capoeira, um dos primeiros projetos realizado com esse público, e do vôlei sentado, um esporte para pessoas com limitações nos membros inferiores — detalha o professor.
O professor do componente curricular de Educação Física Adaptada, Valdeci Dassoler, destaca que a atividade é importante para a formação profissional dos acadêmicos.
— Os estudantes puderam participar de tarefas com os alunos da APAE e perceberam o grau de dificuldade que eles têm em desenvolver determinados movimentos e habilidades. Isso quebra uma resistência em desenvolver atividades com estudantes que tenham algum tipo de deficiência — avalia o professor.
O acadêmico Fabiano Fontoura observa que, nas escolas, ainda há resistência por parte de alguns alunos em aceitar o aluno com deficiência.
— O professor deve intermediar o trabalho com todos, não impondo a aceitação do outro, porém salientando que alunos com e sem deficiência são iguais e ao mesmo tempo diferentes. Assim, cabe ao professor promover atividades para serem realizadas em conjunto, propiciando um processo de aceitação entre as diferenças — conclui.