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Graduação São Miguel do Oeste

Acadêmicos fazem da sátira instrumento de pesquisa e de produção teatral

A sátira faz parte do dia-a-dia de todos nós. Seja para ironizar momentos vivenciados ou criticar de uma forma diferenciada atitudes provocadas por pessoas públicas ou situações complicadas da sociedade, como é o caso da política e economia, seja em âmbito mundial, nacional, regional ou local. Conforme o dicionário Ximenes, a sátira é a composição […]


A sátira faz parte do dia-a-dia de todos nós. Seja para ironizar momentos vivenciados ou criticar de uma forma diferenciada atitudes provocadas por pessoas públicas ou situações complicadas da sociedade, como é o caso da política e economia, seja em âmbito mundial, nacional, regional ou local. Conforme o dicionário Ximenes, a sátira é a composição poética, em que se censuram ou ironizam os defeitos ou vícios. Na verdade, esse é um modo de representar a realidade e o comportamento humano que pode ser usado de várias formas e intensidades, tanto positivas como negativas.  O termo também é muito discutido no mundo acadêmico, rende pesquisas científicas e até dá ideias para a criação de peças e apresentações teatrais.

Os Cursos de Artes Visuais e Artes Cênicas da Unoesc – Campus de São Miguel do Oeste – são bons exemplos disso.Conforme a coordenadora dos dois cursos, professora Marlene Friedrich, atualmente, a sátira está presente em todas as representações e ações artísticas visuais e cênicas, nos musicais, nas poesias e, até mesmo, nos contos. “As pessoas se identificam, pois ela está presente no cotidiano”, diz.

A acadêmica Josiane Regina Kinzel, do 4° período do Curso de Artes Visuais, desenvolveu um projeto de pesquisa, no Componente Curricular de História da Arte IV, que levou o nome de ‘A satirização da arte e a representação da sociedade’. A temática foi definida pela própria acadêmica. “O único quesito exigido pela professora é que a pesquisa fosse associada à arte contemporânea”, afirma a estudante.

A pesquisa

No trabalho, Josiane tratou o conceito desde o período Renascentista, tendo como base Hieronymus Bosch, que utilizava representações surreais dotadas de simbolismo, até os cartunistas contemporâneos, como o argentino Quino, que mostra uma inocente visão de mundo com a personagem “Mafalda”, que ficou conhecida por suavizar assuntos cotidianos. “O que o artista pretende mostrar é a opinião diante dos fatos. O cartunista Quino se apossava da sátira para fugir da censura imposta pela ditadura argentina, para levar até as pessoas sua visão de justiça”, explica a acadêmica.

Essas formas de representações sociais foram popularizadas pelos veículos de comunicação de massa, que disseminados pelo jornal, televisão e pela mídia digital, sendo, muitas vezes, a primeira informação notada pela população como crítica a questões políticas, econômicas e científicas. Com base nisto, a Josiane analisou as formas como os artistas contemporâneos realizam a associação de imagens a componentes satíricos.

Conforme a coordenadora dos cursos, Marlene Friderich, essas representações plásticas se misturam com as digitais e audiovisuais, ganhando novos efeitos de som, imagem e cenário. “Para isso, foi necessário que a acadêmica buscasse trabalhos realizados dos artistas pesquisados, que fizesse leituras críticas de obras plásticas e produções”, destaca.

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