Acadêmicos de Psicologia visitam Penitenciária Agrícola de Chapecó
Estudantes de Psicologia da Unoesc São Miguel do Oeste e Pinhalzinho visitaram, recentemente, a Penitenciária Agrícola de Chapecó e o Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (Casep). Durante a visita, os acadêmicos sanaram dúvidas, observaram a estrutura e os aspectos de funcionamento da Penitenciária e do Casep. A professora da disciplina de Psicologia Social, Aline Bogoni […]
Publicado em 31/10/2018
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Estudantes de Psicologia da Unoesc São Miguel do Oeste e Pinhalzinho visitaram, recentemente, a Penitenciária Agrícola de Chapecó e o Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (Casep). Durante a visita, os acadêmicos sanaram dúvidas, observaram a estrutura e os aspectos de funcionamento da Penitenciária e do Casep.
A professora da disciplina de Psicologia Social, Aline Bogoni Costa, salienta que o contexto prisional e os centros socioeducativos brasileiros têm inúmeros desafios para superar, tais como: a superlotação; a restrição de investimentos e a consequente precariedade estrutural; a ineficácia, em muitos casos, do processo de desenvolvimento e ressocialização, que deveriam promover.
— A visitação possibilitou conhecimento aos acadêmicos de uma realidade diferenciada daquela que estão acostumados a ter contato por meio da mídia, pois os espaços são diferenciados — avalia a professora.
Atualmente, o Complexo tem uma população de 2,1 mil presos, sendo que mais de 65% estão aptos a trabalhar e exercem atividades. Aline detalha que, no local, estão instaladas 22 unidades fabris, que possibilitam trabalho e renda para a população carcerária. A penitenciária do regime fechado segue padrões internacionais de segurança.
Segundo a coordenadora do curso de Psicologia da Unoesc São Miguel do Oeste, Lisandra Antunes de Oliveira, a visita é importante para os acadêmicos conhecerem a realidade da profissão de psicólogo no sistema prisional e para vivenciar realidades distintas.
O coordenador do curso de Psicologia da Unoesc Pinhalzinho, professor Álvaro Cielo Mahl, destaca que é fundamental a atuação do psicólogo nesses locais. Ele acrescenta que é importante que os presos tenham acompanhamento psicológico, uma vez que eles passam por diversos problemas físicos, psicológicos e, muitas vezes, têm uma vida conturbada.
A acadêmica Ana Júlia Pelinson conta que, durante a visita, teve a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos.
— Pudemos conhecer a realidade dos presidiários e entender a importância da atuação do psicólogo na penitenciária e no Casep. A experiência foi indescritível e será importante para termos um diferencial na nossa futura atuação como psicólogos — conclui a acadêmica.