Acadêmicos de Psicologia participam da exposição fotográfica Um Olhar Anterior
Os acadêmicos de Psicologia da Unoesc Pinhalzinho participaram, na última semana, da exposição fotográfica “Violência contra a Mulher: um olhar anterior”, realizada no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nês, em Chapecó. Nessa exposição, os fotógrafos foram desafiados a retratar o que vem antes da violência contra a mulher. Segundo a professora da […]
Publicado em 16/03/2017
Por Unoesc
Os acadêmicos de Psicologia da Unoesc Pinhalzinho participaram, na última semana, da exposição fotográfica “Violência contra a Mulher: um olhar anterior”, realizada no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nês, em Chapecó. Nessa exposição, os fotógrafos foram desafiados a retratar o que vem antes da violência contra a mulher.
Segundo a professora da disciplina de Psicologia Comunitária, Ana Paula Risson, a partir da exposição, os acadêmicos da quinta fase refletiram sobre o compromisso do psicólogo na denúncia de práticas de violência na sociedade; no acompanhamento das vítimas e a importância de empoderar as mulheres que sofrem violência.
— A atribuição do psicólogo não está apenas no atendimento após a ocorrência do ato de violência, mas também na prevenção. A prevenção ocorre desde a conscientização das pessoas sobre pequenas práticas diárias que discriminam, desrespeitam e violentam até as ações que trabalham o empoderamento da mulher — destaca a professora.
Ana Paula ressalta que as mulheres vítimas de violência doméstica pedem ajuda ou denunciam o seu sofrimento de diversas formas: sinais físicos, como hematomas, arranhões ou cortes; sinais de ordem psicológica, como depressão, ansiedade e estresse; e sinais expressos em suas falas.
A acadêmica Deise Santos Silva conta que a exposição demonstrou de forma realista o olhar da sociedade para a violência doméstica, descrevendo em cada foto um sentimento real de muitas vítimas.
— A violência contra a mulher é um acontecimento multidimensional, pois não delimita raça, cultura, religião, nem classe social. A cultura machista, sexista, que coloca a mulher no papel de vulnerabilidade, infelizmente ainda está impregnada em nossa sociedade. Já tivemos avanços, no entanto, há muito o que ser melhorado ainda — conclui a estudante.