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Graduação Xanxerê

Acadêmicos de Medicina Veterinária avaliam intercâmbio na Itália

Participar de uma experiência de intercâmbio estudantil no exterior, durante sua formação profissional, como já diz aquela conhecida propaganda, “não tem preço”. E é exatamente dessa forma que os acadêmicos Simone Carla Cesca e Lucas Fontana Tomasini, da Unoesc Xanxerê, avaliam seu intercâmbio. Simone e Lucas, atualmente cursando a 7ª fase de Medicina Veterinária, após […]


Participar de uma experiência de intercâmbio estudantil no exterior, durante sua formação profissional, como já diz aquela conhecida propaganda, “não tem preço”. E é exatamente dessa forma que os acadêmicos Simone Carla Cesca e Lucas Fontana Tomasini, da Unoesc Xanxerê, avaliam seu intercâmbio.

Simone e Lucas, atualmente cursando a 7ª fase de Medicina Veterinária, após obterem informações sobre o programa Ciência Sem Fronteiras (Capes), resolveram se inscrever, no início do ano passado, com a finalidade de realizarem um intercâmbio estudantil na Itália.

Depois, orientados pela Coordenadoria de Mobilidade Acadêmica e Cooperação Internacional da Unoesc, que auxiliou nos encaminhamentos e sobre a permanência no exterior, realizaram todos os trâmites burocráticos necessários ao processo. Por fim, já em agosto do ano passado, partiram rumo à Universidade de Bologna, na cidade de mesmo nome, no Norte da Itália, para uma experiência de um ano.

Quebra de barreiras

De volta ao Brasil, depois de um ano distantes, Lucas e Simone retornaram aos seus estudos no curso de Medicina Veterinária. Durante a fase no exterior, precisaram trancar suas matrículas, porém foi algo que, na análise dos dois, compensou, principalmente pelo aprendizado obtido.

– Acredito que quebramos uma barreira. Tínhamos muito medo e só pensávamos em dificuldades. Mas ninguém deveria ter medo de uma experiência no exterior, pois ela só tem a acrescentar na formação profissional – avalia Lucas.

Ele relata que, durante o período de estudos no exterior, residiram em um apartamento com outros dois intercambistas, o que modificou algumas concepções pessoais.

– Aprendemos muito com essa experiência. Pudemos, por exemplo, comparar os estudos lá e a realidade daqui. Com isso, vimos que os estudos em Medicina Veterinária na Unoesc Xanxerê não estão distantes dos realizados nos países do primeiro mundo – observa.

Integração e aprendizado

Simone revela que, no primeiro mês no exterior, participaram de um curso intensivo de italiano. Depois, durante sua estada no Campus de Medicina Veterinária da Universidade de Bologna, estudaram várias disciplinas (de sua escolha, de diversos períodos do curso) e realizaram um estágio não obrigatório (no setor de vacas leiteiras).

– As aulas iniciavam às 9 e finalizavam às 13 horas. À tarde, estudávamos das 14 às 18 horas, algumas vezes concentrado pela manhã, outras à tarde – conta.

Nos raros momentos de folga, os dois procuraram viajar, conhecendo países próximos (França, Espanha, Alemanha, Inglaterra), além de integrarem-se com outros intercambistas.

Lucas afirma que muitos aspectos chamaram a atenção dos dois durante a experiência no exterior, entre eles o momento de crise econômico-financeira por que passa a Europa.

– Apesar da crise, a alimentação foi tranquila, tanto em função da proximidade com o Brasil quanto do custo de vida, que não é tão alto. Além disso, usamos muito o transporte alternativo – de bicicleta –, que é muito incentivado por lá – observa.

Hoje, da viagem, restam muito aprendizado e boas recordações, principalmente do bom acolhimento naquele país, destoando do que ouviam antes falar da receptividade do povo italiano.

Mobilidade Acadêmica

O Intercâmbio Unoesc, gerenciado pela Coordenadoria de Mobilidade Acadêmica e Cooperação Internacional, objetiva proporcionar oportunidades de estudos no exterior aos estudantes, aos professores e aos técnicos-administrativos, os quais são estimulados e motivados a desenvolverem competências pessoais e acadêmicas, a partir da vivência internacional e do aprendizado advindo da diversidade cultural e de métodos observados. Nesse sentido, o programa desenvolve atividades de cooperação internacional, promovendo a articulação e fomento dos convênios internacionais com outras instituições de ensino superior e parceiros.

Mais informações sobre o Programa de Mobilidade Acadêmica da Unoesc podem ser obtidas em: http://intercambio.unoesc.edu.br/.

Ciência sem Fronteiras

Já o Ciência sem Fronteiras é um programa que objetiva promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e da tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. Ele é fruto de esforço conjunto dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento (CNPq e Capes).

O Programa prevê a utilização de bolsas, visando a promover intercâmbio, de forma que alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior, mantendo contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação. Ainda, busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros em áreas prioritárias, bem como criar oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior.

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