Acadêmicos de Enfermagem propõem soluções para o SUS em projeto do Ministério da Saúde
Os acadêmicos do curso de Enfermagem participaram do projeto Vivência e Estágio na Realidade do Sistema Único de Saúde (VER-SUS), vivenciando um novo espaço de aprendizagem: o cotidiano de trabalho das organizações e serviços em saúde. O projeto faz parte de uma estratégia do Ministério da Saúde que tem por objetivo aproximar os estudantes universitários […]
Publicado em 03/09/2014
Por Unoesc
Os acadêmicos do curso de Enfermagem participaram do projeto Vivência e Estágio na Realidade do Sistema Único de Saúde (VER-SUS), vivenciando um novo espaço de aprendizagem: o cotidiano de trabalho das organizações e serviços em saúde.
O projeto faz parte de uma estratégia do Ministério da Saúde que tem por objetivo aproximar os estudantes universitários do setor de saúde e dos desafios inerentes ao sistema de saúde pública no país.
Os acadêmicos Rafael Falavigna e Dani Felipe de Souza Pinto, do campus de Joaçaba, e Ismael Barts, Édina Junges e Maiara Schoeninger, de São Miguel do Oeste, visitaram espaços de saúde de diversas cidades da região Oeste, entre elas Chapecó, Xaxim, Xanxerê, São Carlos, Planalto Alegre, Caxambu do Sul, Nova Erechim e Saudades. As visitações aconteceram entre os dias 26 de julho e 3 de agosto.
PRIMEIRA VEZ NO OESTE
Realizado pela primeira vez no Oeste catarinense, o projeto reuniu cerca de 95 estudantes de diferentes universidades da região e estados vizinhos se envolveram nas atividades. Além das unidades básicas de saúde, espaços como Centro de Referência de Assistência Social, Lares de Idosos, aldeias indígenas, hospitais e ONGs receberam os acadêmicos. Depois das visitas, os acadêmicos se reuniram em grupos para debater sobre as percepções. Eles também produziram relatórios com sugestões de melhorias do sistema. Os documentos serão enviados ao Ministério da Saúde.
Além de contribuir para a formação em saúde, o VER-SUS também tem se materializado como uma boa oportunidade para que gestores e trabalhadores reflitam sobre práticas no cotidiano do trabalho ao receberem os “viventes” — apelido dado aos alunos participantes no projeto.
De acordo com os viventes da Unoesc, a troca de experiência ampliou o conhecimento e também a percepção sobre os desafios profissionais.
— Quando perguntamos para a enfermeira de uma unidade de saúde da periferia o que a motivava a prosseguir diante de situações tão precárias, ela nos respondeu: ‘eu quero mudar a sorte dessas pessoas’. Não há motivação maior do que saber que não estamos sozinhos nesta batalha, de que a jornada é longa, mas saber que ainda existem pessoas que acreditam nos instiga a realizar. Vamos sustentar essa ideia de renovação — defende a futura enfermeira Maiara Schoeninger.