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Graduação Estudante Videira

Acadêmicos de Design são desafiados a criarem novos produtos

Focar no ser humano sempre que for projetar um novo produto ou oferecer algum tipo de serviço foi a proposta trazida pelos professores do Núcleo de Gestão em Design da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), para acadêmicos do curso de Design da Unoesc Videira, durante workshop realizado na última sexta-feira e sábado, 24 e 25 de outubro, cujo tema […]


Focar no ser humano sempre que for projetar um novo produto ou oferecer algum tipo de serviço foi a proposta trazida pelos professores do Núcleo de Gestão em Design da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), para acadêmicos do curso de Design da Unoesc Videira, durante workshop realizado na última sexta-feira e sábado, 24 e 25 de outubro, cujo tema central foi deficiência, limitações e acessibilidade.

Nos dois dias o doutor Eugenio Merino e a doutoranda Gisele Merino, trabalharam de forma prática com o grupo de alunos, as diversas situações do cotidiano, e através de experiências práticas, levaram o grupo de alunos a experimentar e sentir na pele as dificuldades encontradas por pessoas que possuam algum tipo de deficiência na hora de usar um produto ou serviço disponível no mercado. 

Separados em grupos menores, os estudantes tiveram a mão e braço direito imobilizados e somente com a mão esquerda precisaram realizar tarefas da vida diária como, por exemplo, vestir a roupa, usar uma tesoura, amarrar o cordão do sapato, moer pimentas usando o tradicional pimenteiro, entre outros desafios. Após a experiência, eles foram desafiados a construir projetos que facilitem a vida de pessoas com algum tipo de limitação, principalmente física.

— Com essa tarefa, procuramos mostrar a importância de projetos focados nesses usuários, em que muitas vezes tais limitações não são levadas em conta. Fator que os estudantes, futuros projetistas, puderem sentir e levar a experiência para suas vidas profissionais, sabendo que cabe a eles encontrar soluções práticas que atendam a necessidade deste ser humano, que não é padrão. Ele nasce, cresce, envelhece e precisa de adaptações constantes — assegurou Gisele Merino. 

A proposta, reforça o Dr. Eugenio Merino, é que os designers ao chegarem ao mercado de trabalho, tenham incorporado isso na filosofia de vida deles, pensado sempre no outro.

— O que eu gostaria para mim, devo projetar para o outro também. No entanto, precisamos pesquisar muito, para depois projetarmos. Não adianta pensar em alguma coisa e sair produzindo. É preciso conhecer e entender todas essas limitações para termos sucesso em qualquer nova criação, trazendo o ser humano e suas reais necessidades para o centro das atenções.

No mundo todo, explica Merino, existe um grande número de pessoas que apresentam limitações de toda a ordem. E esse trabalho procura repassar para os futuros profissionais, que busquem esse diferencial para colocar produtos no mercado que possam ser de uso comum e não segmentados.

— Muitos produtos apresentam problemas de usabilidade decorrentes de falhas projetuais devido ao trabalho de pesquisa ineficiente e precisamos mudar esse conceito. Por isso estamos aqui falando para estudantes de Design em Videira e percorrendo todo o estado de Santa Catarina e várias regiões brasileiras, para socializar essa concepção — completou Eugenio Merino.

Experiência válida

Para o estudante da 8ª fase do curso de Design da Unoesc Videira, Guilherme Monfroi, essa prática foi enriquecedora, saiu do campo da teoria para a prática, ajudando a pensar em outras situações semelhantes no cotidiano.

— Ajudou a pensar como poderia ocorrer aquela situação e procurar soluções para resolver aquela deficiência.

Já para a estudante da 4ª fase, Nathalia Ogliari, foi importante experimentar essas dificuldades para criar produtos que possam ser úteis para todos.

— Conhecer a acessibilidade desse modo experimental, faz a gente refletir de maneira diferente para estar sempre focado no outro e fazer as adaptações necessárias que melhorem a qualidade de vida do ser humano — refletiu Marya Schwartz, também da 4ª fase.

O projeto

No trabalho desenvolvido na Unoesc Videira, Eugenio e Gisele Merino contaram ainda com a colaboração do professor Lucas José Garcia, que acompanha ambos pelo Brasil afora, onde levam essa experiência conquistada ao longo de vários anos e muitas pesquisas a campo.

— Atualmente  o Núcleo de Gestão em Design da UFSC vem desenvolvendo uma série de produtos e equipamentos, alguns já testados e aprovados, que beneficiam e facilitam a vida do ser humano, principalmente na área da agricultura e saúde — explica Eugenio Merino.

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