Acadêmicos de Agronomia conhecem funcionamento de biodigestor e de energia fotovoltaica
Acadêmicos de Agronomia da Unoesc São José do Cedro visitaram, este mês, a Granja Serafini, em Tunápolis, e a empresa Feluma, de Iporã do Oeste. As visitas foram realizadas durante os componentes curriculares de Gestão Ambiental e Agroenergia, com o objetivo de observar o funcionamento de um biodigestor e o sistema de funcionamento da energia […]
Publicado em 22/09/2016
Por Unoesc
Acadêmicos de Agronomia da Unoesc São José do Cedro visitaram, este mês, a Granja Serafini, em Tunápolis, e a empresa Feluma, de Iporã do Oeste. As visitas foram realizadas durante os componentes curriculares de Gestão Ambiental e Agroenergia, com o objetivo de observar o funcionamento de um biodigestor e o sistema de funcionamento da energia fotovoltaica.
Durante a visita à Granja Serafini, os acadêmicos puderam ver como o dejeto suíno, um resíduo agrícola com alto potencial poluente, pode ter um destino correto. Os professores Jackson Preuss e Clério Hickmann explicam que a biodigestão de dejetos suínos tem potencial redutor de impacto ambiental porque sua carga poluente pode ser convertida em energia elétrica sustentável dentro da propriedade.
— A outra vertente é a conversão do gás metano, naturalmente gerado pela decomposição dos resíduos, para gás carbônico. Esses dois gases são nocivos ao aquecimento global, pois aumentam o efeito estufa. Como o metano é inflamável e 22 vezes mais poluente que o gás carbônico, sua simples combustão é uma técnica usada para minimizar o impacto ambiental — explicam os professores.
Os estudantes também conheceram o sistema de funcionamento da energia fotovoltaica da empresa Feluma. O sistema é composto por painéis solares e um conversor de corrente elétrica contínua para corrente elétrica alternada. Os professores detalham que a luz do sol que incide sobre as placas solares é convertida em corrente contínua. A corrente elétrica gerada segue até o inversor, que converte a corrente contínua em corrente alternada, com a mesma frequência e tensão que a rede de distribuição da Celesc.
— A partir disso, a energia elétrica gerada já pode ser consumida pelos equipamentos elétricos e o excedente é ejetado na rede de distribuição da Celesc, podendo ser consumido no período noturno, por exemplo, quando não há geração de energia. O excedente de produção tem um prazo de até 5 anos para ser consumido — frisam os professores.
Fontes renováveis de energia
Segundo os professores Jackson e Clério, é preciso buscar fontes renováveis de energia para reduzir impactos ambientais e substituir gradualmente as fontes de energias fósseis, que têm prazos estabelecidos de esgotamento. Para eles, o engenheiro agrônomo será o interlocutor dessa nova realidade energética.
— Cabe ao engenheiro agrônomo direcionar estratégias para buscar maximizar o uso de fontes alternativas de energias renováveis, sobretudo as agroenergéticas — salientam.
O acadêmico Deonir José Scapin avaliou positivamente a visita.
— Podemos ver o problema dos resíduos orgânicos como uma excelente fonte de matéria prima na produção de subprodutos, como a energia — conclui.