Acadêmicos de Administração realizam intercâmbio no Chile
Dois alunos do curso de Administração do Campus de Joaçaba estão realizando um intercâmbio na Universidade do Pacífico, do Chile. Bernardo Suhnel Bess e Ederli Ricardo Picinatto estão cursando quatro disciplinas do Curso de Ingenieria Comercial nessa universidade e contam que a experiência é ainda melhor do que a expectativa que tinham ao sair do […]
Publicado em 07/07/2010
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Dois alunos do curso de Administração do Campus de Joaçaba estão realizando um intercâmbio na Universidade do Pacífico, do Chile. Bernardo Suhnel Bess e Ederli Ricardo Picinatto estão cursando quatro disciplinas do Curso de Ingenieria Comercial nessa universidade e contam que a experiência é ainda melhor do que a expectativa que tinham ao sair do Brasil.
Além do aprendizado acadêmico, os dois relatam uma experiência tão ou ainda mais relevante em questões pessoais, como aprender a comunicar-se em outra língua, viver sozinho e obter mais responsabilidades, habituar-se a um clima, cultura e estilos de vida diferentes dos que conheciam. Também está sendo muito válido, segundo os dois, conhecer estudantes naturais de outras regiões do Brasil ou de outros países (como México, Peru, Estados Unidos, Alemanha, Franca, Inglaterra e Austrália) e que também realizam intercâmbio na Universidade do Pacífico.
“Adquirimos mais conhecimento de pessoas e de nós mesmos, pois para conseguir viver sozinho em outro país temos que aprender a nos virar e conviver com amigos por longo prazo. Isso é uma coisa que só se aprende fazendo e é difícil uma oportunidade tão intensa como a que temos em um intercambio”, diz Bernardo.
Os dois ainda têm a oportunidade de para viajar e conhecer outras cidades ou regiões do Chile. Em maio, estiveram em Punta Arenas, cidade portuária localizada no extremo sul do país, e durante todo o período do intercâmbio aproveitaram a estadia em Santiago para conhecer pontos turísticos da capital chilena e visitar cidades próximas como Viña del Mar e Valparaiso.
Quando indagados se a experiência relatada atinge as expectativas que os dois estudantes tinham ao sair do Brasil, em março, ambos são enfáticos. “Está sendo uma experiência incrível, recomendo a todos que puderem participar de um intercâmbio. É realmente um aprendizado para a vida. Sinto-me muito mais maduro e feliz por ter conhecido bem a cultura chilena, além de sentir vontade de conhecer melhor outras culturas. Realmente é uma experiência que faz com que vejamos o mundo de forma diferente e tenhamos nossos horizontes expandidos”, afirma Ricardo.
Os dois estudantes retornam ao Brasil em agosto, quando quatro alunas do Curso de Design do Campus de São Miguel do Oeste iniciarão seu intercâmbio na mesma universidade chilena.
Para participar
No primeiro semestre de 2010, a Unoesc ampliou o convênio de mobilidade acadêmica que já mantinha com a Universidade do Pacífico, do Chile, e iniciou as tratativas para firmar mais dois convênios de mesma natureza com universidades da Argentina e do Paraguai. Essa é uma forma de incentivar e ampliar a participação de seus acadêmicos em intercâmbios, os quais contribuem para a formação pessoal e profissional dos estudantes além de estreitar as relações entre as instituições de ensino.
Segundo a coordenadora de Assuntos Interinstitucionais da Uneosc, Kaline Zeni, qualquer aluno da Unoesc pode se inscrever quando é aberto um edital de seleção para mobilidade acadêmica, desde que cumpra alguns requisitos, como ter cursado no mínimo 40% da matriz curricular, ter pelo menos média 7 no histórico escolar e proficiência na língua adotada no país onde o intercâmbio será realizado. Além disso, o colegiado de cada Curso precisa avaliar a matriz curricular e plano de ensino da instituição do exterior para elencar quais disciplinas poderão ser cursadas pelo aluno e que têm possibilidade de convalidação no retorno ao Brasil.
Atualmente, a Unoesc tem convênio para mobilidade acadêmica com a Universidade do Pacífico – contemplando os cursos de Agronomia, Medicina Veterinária, Educação Física, História, Administração, Design Gráfico, Pedagogia, Psicologia, Serviço Social, Jornalismo, Publicidade e Propaganda – e com o Instituto Conegliano, da Itália, este último por meio do Projeto FOR.TE.
Esse projeto envolve mais duas universidades do sul do país e trata-se de uma cooperação técnico-cultural entre a origem dos imigrantes vênetos e as gerações subsequentes no Brasil, sendo focado em atividades de promoção e elevação qualitativa dos serviços turísticos e hoteleiros baseados em enogastronomia da cultura vêneta no Brasil.