Acadêmicos assistem ao filme Ex-Machina e levantam discussões sobre a inteligência artificial
Os acadêmicos de Psicologia e Ciência da Computação da Unoesc assistiram, recentemente, o filme “Ex-Machina: Instinto Artificial” no Cine Peperi. O filme é uma ficção científica que trata, de forma realista, do impacto da inteligência artificial no dia a dia. Segundo a coordenadora do curso de Psicologia, professora Lisandra Antunes de Oliveira, e o coordenador […]
Publicado em 06/11/2019
Por Unoesc
Os acadêmicos de Psicologia e Ciência da Computação da Unoesc assistiram, recentemente, o filme “Ex-Machina: Instinto Artificial” no Cine Peperi. O filme é uma ficção científica que trata, de forma realista, do impacto da inteligência artificial no dia a dia.
Segundo a coordenadora do curso de Psicologia, professora Lisandra Antunes de Oliveira, e o coordenador de Ciência da Computação, professor Roberson Fernandes Alves, o filme levantou discussões tais como: quais são os limites da criação do homem e o que de fato caracteriza a vida ou como se sabe o que é algo vivo. Além disso, surgiram discussões em torno da escolha feminina para o robô e da escolha do personagem Caleb para participar do Teste de Turing, que testa a capacidade de uma máquina apresentar um comportamento inteligente equivalente a de um ser humano. Outro ponto importante é quando o filme mostra a perplexidade do sentimento humano diante da revolta da sua criação.
Os professores, Lisandra Antunes de Oliveira e Roberson Fernandes, observam que o cinema contribui para a formação acadêmica, crítica, cultural e cidadã dos estudantes, além de ser uma forma lúdica de aprendizagem.
— Falando mais especificamente da temática do filme, é tecnologicamente possível a realidade apresentada, ou seja, construir robôs com um certo nível de inteligência. Isso tem impacto em todas as áreas, sejam elas humanas ou exatas — avaliam os professores, destacando a importância de desenvolver trabalhos interdisciplinares também fora dos espaços da universidade.
Para a acadêmica de Ciência da Computação, Jéssica Polli, o filme levanta a discussão se uma inteligência artificial consegue ou não enganar um humano e evidencia que ela pode ir muito além do que se imagina.
— Ex-Machina surpreende pela ideia de nunca saber o que se esperar do futuro, das pessoas com quem convivemos e até mesmo das nossas próprias criações — observa a acadêmica.
A acadêmica de Psicologia, Graciela Bertol, ressalta que o “Ex-Machina: Instinto Artificial” retrata a relação do ser humano com as máquinas e o modo como elas estão evoluindo e ficando mais sofisticadas.
— Além disso, levanta questões sobre como definimos a consciência e como nossos instintos sobre consciência podem nos enganar, afinal a robô se comportava como humana com expressões e emoções — ressalta a acadêmica, salientando que o filme a fez refletir sobre a responsabilidade que a profissão de psicólogo exige.